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A ciência brasileira segue totalmente ausente das discussões centrais da atual campanha eleitoral, conforme alertou Francilene Garcia, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em entrevista recente à Agência Brasil.

Enquanto denúncias e disputas políticas monopolizam o cenário nacional, desafios vitais para o futuro do país — como a transição energética, o envelhecimento da população e a exploração de minerais críticos — acabam ficando completamente à margem do debate promovido por candidatos e eleitores.

A falsa dicotomia institucional

Para a professora e pesquisadora da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), o país foi empurrado para uma falsa dicotomia. A sociedade sente-se obrigada a escolher entre fiscalizar a integridade das instituições ou planejar o desenvolvimento de longo prazo, ignorando que ambas as frentes pertencem à mesma agenda estratégica.

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Historicamente, a área tecnológica sempre enfrentou dificuldades para ganhar espaço nas campanhas. O quadro registrou leves melhoras pontuais durante a crise sanitária da covid-19 e, mais recentemente, em meio aos desastres climáticos extremos registrados em várias regiões brasileiras.

Desafios urgentes ignorados

O Observatório das Eleições, lançado pela entidade, reuniu mais de cem propostas voltadas a políticas públicas essenciais. Contudo, o engajamento político tem sido considerado muito baixo pela diretoria da instituição científica.

Entre os temas negligenciados que exigem respostas urgentes estão as mudanças climáticas, a prevenção contra novas crises pandêmicas, a transformação digital e a soberania nacional diante do avanço da inteligência artificial nas próximas décadas.

FONTE/CRÉDITOS: Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil