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No próximo domingo, as eleições na Suécia colocarão à prova a estabilidade política do país, com os eleitores decidindo se o partido de extrema-direita Democratas Suecos fará parte do novo governo. A disputa acirrada opõe o atual primeiro-ministro conservador, Ulf Kristersson, que aceitou aliar-se aos nacionalistas, à coalizão de centro-esquerda liderada por Magdalena Andersson.
A aproximação de Kristersson com a legenda extremista representa uma mudança drástica no cenário político local. Anteriormente, o primeiro-ministro havia prometido nunca colaborar com o grupo, que possui raízes ligadas a movimentos neonazistas. Contudo, a necessidade de garantir governabilidade no Riksdag, o Parlamento sueco, motivou a aliança.
Sob a influência dessa coalizão informal, o governo sueco endureceu severamente suas políticas de imigração. Casos recentes de deportações sumárias de residentes antigos e trabalhadores qualificados chocaram a opinião pública europeia. Kristersson chegou a adotar um discurso nacionalista, afirmando querer "fazer a Suécia grande novamente".
Disputa voto a voto no Parlamento
As projeções indicam um cenário extremamente polarizado. O bloco de centro-esquerda de Magdalena Andersson lidera com uma margem estreita, projetando obter entre 49,3% e 50,8% dos votos. Enquanto isso, a aliança conservadora de Kristersson aparece logo atrás, variando entre 47,6% e 49% das intenções de voto.
Andersson defende que o pleito definirá a identidade da nação. Segundo ela, os cidadãos devem escolher entre manter o tradicional Estado de bem-estar social ou permitir o avanço de uma força política historicamente ligada ao extremismo.
Escândalo e influência russa
A reta final da campanha foi sacudida por denúncias graves. Uma investigação revelou que Gustav Gellerbrant, um dos principais estrategistas dos Democratas Suecos, possuía conexões com os serviços secretos da Rússia. A revelação gerou forte constrangimento para o governo, que oficializou a entrada do país na Otan em 2024.
Mesmo que a oposição de centro-esquerda saia vitoriosa, Andersson enfrentará grandes desafios para consolidar sua base. Divergências internas sobre economia e energia dificultam a união da esquerda, enquanto a direita tenta capitalizar o debate sobre segurança pública.
A cobertura completa sobre este cenário político dinâmico pode ser acompanhada no Diário da Manhã.
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