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A cripta imperial, que abriga os restos mortais de Dom Pedro i e de suas ex-esposas, as imperatrizes Maria Leopoldina e Dona Amélia, voltará a receber visitantes no feriado de 7 de setembro.
Localizado no subsolo do Monumento à Independência, perto do Museu do Ipiranga, em São Paulo, o ponto turístico estava inacessível desde 2022.
O local passou por um longo processo de revitalização. O investimento total nas melhorias somou R$ 5,3 milhões.
A Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (SMC) informou que a cerimônia de reabertura começará às 14h30.
Haverá uma apresentação musical do Ensemble FTM, grupo da Fundação Theatro Municipal, seguida por uma visitação guiada até as 17h.
Melhorias e novas exposições
As intervenções no espaço contemplaram a instalação de novos banheiros e a garantia de acessibilidade arquitetônica.
O ambiente também recebeu um sistema moderno de climatização com ar-condicionado e conservação do bronze nos sarcófagos.
A Casa do Grito, situada no Parque da Independência, também passou por reparos na estrutura, como correção de trincas e nova pintura.
Durante a reabertura, o público poderá conferir a exposição “Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial”.
Histórico dos sepultamentos
O Monumento à Independência foi erguido em 1922 para celebrar o centenário da soberania nacional.
No entanto, a cripta imperial só foi inaugurada em 7 de setembro de 1952, antes do quarto centenário paulistano.
A Imperatriz Maria Leopoldina foi a primeira a ocupar o espaço, transferida do Rio de Janeiro.
O corpo de Dom Pedro i chegou de Portugal apenas em 1972, durante as comemorações do sesquicentenário.
Por fim, a Imperatriz Dona Amélia foi trazida do Panteão dos Braganças em 1982, unindo definitivamente a família no memorial.
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