A crise no varejo brasileiro ganhou novo capítulo nesta segunda-feira (17/8), quando o grupo Casas Bahia protocolou um pedido de recuperação judicial na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, acumulando uma dívida de R$ 17,3 bilhões.

Essa movimentação jurídica atinge diferentes empresas do grupo. O cenário reflete a crescente pressão financeira sobre o setor, que sofre com dificuldades na geração de caixa, avanço do endividamento e restrições severas nas condições de crédito.

O problema não se restringe à marca. A concorrente Marabraz também buscou amparo legal após acumular cerca de R$ 140 milhões em débitos, juntando-se a outros nomes marcantes como a Americanas, que enfrenta processo semelhante desde 2023.

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Levantamentos indicam que dezenas de processos semelhantes se acumulam no comércio. Especialistas apontam que as companhias precisam lidar com um ritmo de crescimento econômico moderado e ajustes complexos em suas estruturas de capital.

Endividamento das famílias

O alto endividamento dos lares brasileiros atua como um freio considerável para o consumo. Com grande parte da renda comprometida, diminui a margem para aquisições parceladas e bens de maior valor.

Dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC) apontam que o endividamento familiar atingiu 82% em julho. Medidas governamentais tentam aliviar esse orçamento, mas os reflexos na inadimplência ainda exigem cautela.

Mudança do padrão de consumo

O avanço nos gastos com itens básicos, como alimentação, reduziu o espaço para bens duráveis. Além disso, a expansão agressiva do comércio eletrônico transformou a dinâmica comercial, elevando a pressão sobre margens e prazos.

Alta dos juros

A taxa básica de juros em patamar elevado encarece o financiamento corporativo e restringe o acesso da população ao crédito, dificultando as vendas de produtos com maior valor agregado.

FONTE/CRÉDITOS: Gabriela Pereira