O ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a expansão das relações comerciais do Brasil com diferentes nações globais. Durante um evento realizado na capital paulista, o representante da pasta econômica ressaltou que a estratégia visa consolidar o país como um porto seguro diante de um cenário internacional marcado por incertezas econômicas.

Segundo Durigan, a prioridade é projetar previsibilidade e segurança para atrair novos investimentos externos. Para o ministro, o crescimento comercial deve ocorrer por meio de negociações estratégicas, evitando a dependência exclusiva de potências na Ásia ou na América do Norte.

A manifestação ocorre em um momento de atrito diplomático e comercial com os Estados Unidos. Recentemente, o governo federal iniciou um processo para analisar possíveis respostas ao protecionismo norte-americano, utilizando instrumentos previstos na legislação de reciprocidade econômica.

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Estabilidade fiscal e juros

Além da agenda externa, Durigan enfatizou a importância de manter o rigor fiscal por meio de limites de gastos e bloqueios orçamentários. O objetivo é assegurar o equilíbrio das contas públicas sem comprometer a trajetória de desenvolvimento do país a médio prazo.

Sobre a reforma tributária, o ministro admitiu que a transição gera apreensão inicial devido à complexidade das mudanças. No entanto, ele avalia que o processo trará um sistema muito mais eficiente para a economia brasileira nos próximos anos.

Por fim, a autoridade pontuou que o país precisa caminhar rumo a patamares de crédito com juros civilizados. Para a equipe econômica, essa condição representa o ajuste final indispensável para consolidar o crescimento sustentável da economia nacional.

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Jeronymo - repórter da Agência Brasil