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A defesa do deputado federal e presidente do Republicanos-MG, Euclydes Pettersen, protocolou nesta quarta-feira (5/8) um pedido de retificação da sua declaração de bens no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). A medida foi tomada após uma reportagem revelar que o parlamentar havia registrado apenas R$ 14 mil em patrimônio para o pleito atual, valor drasticamente inferior aos seus bens reais.
Em petição enviada à Justiça Eleitoral, os advogados do parlamentar argumentaram que ocorreu uma falha operacional da equipe durante o cadastramento dos dados no sistema Candex. Segundo a defesa, apenas um item foi inserido no formulário partidário, tornando necessária a substituição imediata da relação patrimonial do candidato para refletir a realidade financeira.
Com a correção solicitada, o montante total informado passa para R$ 6.844.408,44. O inventário atualizado inclui R$ 4,7 milhões em propriedades rurais, metade de uma aeronave Cessna, R$ 250 mil em dinheiro vivo, além de veículos como um BYD, uma Fiat Strada, duas motocicletas, quotas empresariais e saldos bancários.
Anteriormente, constava no registro oficial apenas uma motocicleta Honda do ano de 2018, avaliada em R$ 14 mil. Essa quantia indicava uma queda de quase 99,7% na comparação com as eleições de 2022, ocasião em que Pettersen havia declarado um patrimônio acumulado de R$ 5,278 milhões.
Investigação pela Polícia Federal
Além das questões eleitorais, Euclydes Pettersen enfrenta apurações no âmbito da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura um suposto esquema de retenções indevidas em aposentadorias e pensões do INSS ligadas à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer).
A Polícia Federal sustenta que o deputado atuava como fiador político da entidade perante o órgão previdenciário, garantindo apoio institucional para a permanência de gestores alinhados aos interesses da confederação. Os relatórios policiais indicam ainda que o parlamentar teria recebido aproximadamente R$ 14,7 milhões em vantagens indevidas, repassadas por empresas de fachada e depósitos fracionados.
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