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Com o avanço do calendário eleitoral, a base do governador Daniel Vilela (MDB) estabeleceu um prazo mais claro para a seleção do candidato a vice em sua chapa para 2026. As lideranças governistas indicam junho como o período mais provável para a conclusão dessas negociações. Atualmente, cinco potenciais nomes continuam em consideração para integrar a chapa majoritária.
Os representantes da base tratam o assunto com prudência, abstendo-se de apontar favoritos e enfatizando que a decisão final dependerá das articulações em andamento entre as legendas parceiras.
O próprio governador já delineou os critérios que guiarão essa escolha. Em uma entrevista recente, Vilela declarou que "a definição do pré-candidato a vice será pautada pela capacidade de agregar tanto politicamente quanto eleitoralmente, além de encontrar um parceiro efetivo para a gestão".
Conforme já havia sido ressaltado pelo governador ao jornal A Redação no início do mês, o principal critério é a densidade eleitoral. Vilela explicou que o vice deve ter a capacidade de expandir a base de suporte e contribuir diretamente para o sucesso da chapa nas urnas, ou seja, alguém com potencial para "vencer a eleição". Essa abordagem sugere que a escolha transcende meros alinhamentos partidários, focando no potencial de união política e eleitoral.
Vilela assegura possuir uma base política sólida, composta por um vasto número de partidos aliados que convergem em um projeto compartilhado. A presença de pré-candidatos ao Senado de diversas legendas ao seu redor é um indicativo da amplitude da coalizão em formação. Quanto à percepção de parte da população que ainda o associa a Ronaldo Caiado, o governador expressou não ter preocupações.
"Acredito que o período à frente do governo e a própria campanha eleitoral me proporcionarão um reconhecimento amplo", declarou. Em relação à participação de Caiado na campanha em Goiás, Vilela admitiu que ela será mais limitada, dado o foco do ex-governador na disputa nacional. No entanto, ele manifestou confiança de que "o legado de Caiado e a representação de continuidade de nossa administração serão evidentes para o eleitorado".
Definições
Entre os nomes cogitados para a vice, o ex-secretário-geral do governo estadual, Adriano da Rocha Lima (PSD), reiterou sua participação no processo e confirmou junho como o prazo esperado para uma conclusão. "Este é um período de intensa articulação e estruturação; à medida que as semanas avançam e nos aproximamos de junho, as definições se tornam mais nítidas e claras. Estou à disposição para isso, preparado", declarou.
Adriano enfatizou que não percebe o processo como uma competição individual, mas sim como uma oportunidade de colaboração. "Não se trata de uma disputa, ao menos para mim. Estou à disposição para contribuir com a gestão do Daniel Vilela", afirmou. O ex-secretário destacou sua participação nas "principais realizações" do governo Caiado como um diferencial para a composição da chapa. Questionado sobre uma possível candidatura a deputado federal, ele rejeitou a ideia, explicando: "Meu perfil se alinha mais a cargos do Executivo".
Estruturação partidária
O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (PRD), igualmente se posiciona no cenário da disputa. Após sua mudança do PSD para o PRD, ele vinculou sua aspiração à vice a um plano maior de fortalecimento da federação PRD/Solidariedade no estado. "Assumirei a federação, e o partido já conta com oito pré-candidatos a deputado. Naturalmente, buscarei a vice para consolidar essa chapa, visando eleger entre cinco e seis deputados estaduais e dois federais", explicou.
O peso do PSD
Além de Adriano da Rocha Lima e Gustavo Mendanha, a lista de potenciais vices inclui o ex-senador Luiz do Carmo (PSD), o presidente da Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner (PSD), e o presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), deputado estadual Bruno Peixoto (União Brasil). Luiz do Carmo possui fortes laços com a Assembleia de Deus. José Mário Schreiner lidera a Faeg e tem atuação destacada no agronegócio. Bruno Peixoto, por sua vez, comanda a Alego e é reconhecido como um dos deputados com maior aprovação no estado.
Com três dos cinco nomes em pauta filiados ao PSD — partido do ex-governador Ronaldo Caiado —, a legenda demonstra a maior representatividade nesta discussão. Embora o senador Vanderlan Cardoso (PSD) já seja pré-candidato ao Senado na mesma chapa majoritária, a hipótese de o partido também indicar o vice permanece ativa nas articulações internas.
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