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No recente depoimento de Daniel Vorcaro, prestado à Polícia Federal em 28 de agosto de 2026 por videoconferência a partir do presídio da Papudinha, o banqueiro investigado na Operação Compliance Zero minimizou o oferecimento de serviços de luxo a Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor do Banco Central, classificando a cortesia de viagem para a Disney como um mero "agrado".

A oitava, que durou cerca de quatro horas, contou com a presença dos advogados de defesa Sérgio Leonardo, Daniel Bialski e Thiago Machado. Ao ser questionado pelo delegado Albert Paulo Sérvio de Moura, o empresário alegou que já possuía o pacote de concierge contratado e costumava disponibilizá-lo a diversos conhecidos de seu círculo social.

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O benefício em questão consistia em uma assessoria VIP da SL Consulting, empresa focada em turismo de alto padrão comandada por Léo Serrano. Conforme depoimentos colhidos pelos investigadores, a viagem da família do servidor aos parques de Orlando, nos Estados Unidos, ocorreu no início de 2024, período em que Souza chefiava o Departamento de Supervisão Bancária do BC.

Indícios de corrupção sob análise do STF

Para a Polícia Federal, a facilidade concedida ao funcionário público representa um forte indício de propina. A suspeita é de que o executivo mantivesse uma rede de influência informal dentro da autoridade monetária para favorecer seus negócios financeiros, tese que embasou as medidas restritivas da Operação Compliance Zero.

O ministro André Mendonça, relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), apontou em sua decisão que as mensagens trocadas via WhatsApp entre os envolvidos revelam indícios consistentes de corrupção ativa e passiva. O magistrado destacou o uso de estruturas financeiras complexas desenhadas especificamente para ocultar a origem ilícita de recursos e agraciar o servidor.

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Confira mais detalhes sobre os desdobramentos deste caso, incluindo as declarações de Vorcaro sobre o suposto incentivo do Banco Central na fusão entre o Banco Master e o BRB, além da íntegra do depoimento e relatos de ameaças de morte sofridas por familiares do banqueiro.

FONTE/CRÉDITOS: Isadora Teixeira and Manoela Alcântara