Os Estados Unidos e o Irã teriam chegado a um entendimento para suspender os ataques no estratégico Estreito de Ormuz, garantindo a livre circulação de embarcações. A notícia, veiculada pelo The New York Times com base em uma autoridade americana anônima, surge após um período de escalada de tensões entre EUA e Irã, visando restabelecer a segurança na rota marítima crucial.

De acordo com o jornal norte-americano, uma fonte ligada ao governo de Donald Trump confirmou que ambos os lados concordaram em cessar as hostilidades e assegurar a navegação desimpedida pelo Estreito. Contudo, o Irã ainda não se manifestou oficialmente para confirmar o suposto acordo.

A mesma autoridade indicou que estão previstas discussões técnicas para detalhar o memorando de entendimento, embora não tenha sido especificado quando ou onde esses encontros ocorreriam. No entanto, outra fonte americana revelou que EUA e Irã já agendaram uma reunião em Doha, no Catar, para a terça-feira, 30 de junho, com o objetivo de aprofundar as conversas.

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Os recentes confrontos na última semana ameaçaram o cessar-fogo previamente estabelecido entre as duas nações em 7 de abril, que havia sido reforçado por um acordo de 14 pontos em 17 de junho.

Escalada de tensões recentes

A tensão entre os países havia se intensificado com novos ataques dos Estados Unidos contra alvos iranianos na noite de sábado, 27 de junho, nas proximidades do Estreito de Ormuz. O Comando Central dos EUA (Centcom) declarou que a operação militar foi executada sob ordens do presidente Donald Trump, como uma “resposta direta à contínua agressão iraniana”.

O comunicado do Centcom detalhou que aeronaves militares americanas atingiram infraestruturas de vigilância militar, sistemas de comunicação, instalações de defesa aérea, depósitos de drones e capacidades de lançamento de minas do Irã.

Segundo o Exército dos EUA, o ataque foi uma retaliação a um incidente ocorrido na quinta-feira, 25 de junho, quando o Irã teria utilizado drones para atacar uma embarcação, violando o acordo de cessar-fogo.

Em resposta à ofensiva de Donald Trump, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã revidou horas depois, confirmando ataques a estruturas militares norte-americanas localizadas no Kuwait e no Bahrein, ampliando o ciclo de retaliações na região.

FONTE/CRÉDITOS: Laura Braga