As exportações de produtos brasileiros taxados pelo México registraram uma queda expressiva de 42,5% no primeiro semestre deste ano, conforme revelou um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O impacto financeiro dessa redução alcançou US$ 91,5 milhões em comparação com o mesmo período dos três anos anteriores.

As novas tarifas impostas pelo governo mexicano em janeiro deste ano, que em alguns casos superam 50%, atingiram 1.463 códigos tarifários de itens produzidos no Brasil. Essa medida afetou diretamente o desempenho das vendas brasileiras no mercado mexicano.

O setor automotivo foi um dos mais prejudicados, com uma retração de 51,8% nas exportações. Outros segmentos importantes também sentiram o impacto, incluindo produtos de borracha e plástico (-9,1%), metalurgia (-8%), couros e calçados (-7,4%), químicos (-5,9%), celulose e papel (-5,8%) e máquinas e equipamentos (-5,6%).

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Diante deste cenário, a CNI propõe ações para reverter a tendência de queda. Entre as medidas sugeridas estão a isenção dos produtos brasileiros das novas tarifas de importação e o avanço nas negociações para um acordo de livre comércio entre Brasil e México.

Constanza Negri, gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, destacou a importância estratégica do México para o Brasil, especialmente em um momento que demanda a diversificação das relações comerciais. Segundo ela, isentar os produtos brasileiros e destravar as negociações são passos cruciais para manter a competitividade e expandir as oportunidades de negócios entre os dois países.

FONTE/CRÉDITOS: Deivid Souza