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Em agenda recente na capital paulista, o senador Flávio Bolsonaro evitou responder a questionamentos sobre o financiamento do filme “Dark Horse” pelo Banco Master e preferiu exaltar o modelo de segurança de El Salvador. O parlamentar descumpriu a promessa de esclarecer o caso em um prazo de 30 dias.
Questionamentos sem respostas sobre o Banco Master
As suspeitas envolvem repasses feitos por Daniel Vorcaro, proprietário da extinta instituição financeira e atualmente preso sob acusações de fraudes. Embora a defesa de Flávio sustente que a transação não utilizou verbas públicas, analistas apontam que a expansão do banco ocorreu mediante aportes originados de impostos dos contribuintes.
Mesmo com o transcorrer de mais de 100 dias desde as primeiras denúncias, a postura adotada pelo parlamentar busca tratar as acusações como uma página virada. Em suas declarações sobre o tema, o senador argumenta que cabe exclusivamente à Justiça decidir a matéria, esquivando-se de sabatinas mais profundas com a imprensa.
Aproximação com o modelo punitista salvadorenho
Paralelamente ao desgaste político, Flávio reuniu-se com o ministro da Justiça de El Salvador, Gustavo Villatoro. No encontro em São Paulo, o brasileiro elogiou o governo de Nayib Bukele, alegando que a legislação brasileira é branda e necessita de um aumento significativo no número de encarceramentos.
Contudo, dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que o Brasil já possui a terceira maior população carcerária do mundo, com cerca de 965 mil detentos. Enquanto o sistema brasileiro sofre com superlotação em 28% dos presídios, a política salvadorenha opera sob estado de exceção contínuo, acumulando severas denúncias de violações aos direitos humanos.
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