O consumo excessivo de açúcar, e não da gordura em si, figura como o principal fator de risco para o desenvolvimento da gordura no fígado. A condição afeta atualmente um em cada três brasileiros, conforme dados divulgados pelo Ministério da Saúde.

Juliana Andrade, nutricionista formada pela Universidade de Brasília (UnB), explica que bebidas adoçadas, guloseimas e produtos ultraprocessados lideram a lista de ameaças para quem deseja evitar a esteatose hepática.

“Sabe-se que o excesso de frutose industrializada e carboidratos refinados é um dos maiores responsáveis pelo acúmulo de gordura no fígado”, destaca a profissional. O quadro se agrava especialmente quando associado ao sedentarismo e ao sobrepeso.

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Riscos da doença silenciosa

Por apresentar características silenciosas, o problema costuma ser descoberto apenas durante exames médicos de rotina. Sem o devido tratamento, a condição pode evoluir para quadros clínicos severos, como hepatite gordurosa, cirrose e até mesmo câncer hepático.

Alimentos que devem ser evitados

Quem busca uma dieta mais saudável e deseja proteger o órgão deve eliminar da rotina alguns itens específicos. Especialistas recomendam cortar refrigerantes, sucos artificiais, produtos de padaria feitos com farinha branca e alimentos ultraprocessados ricos em xarope de milho.

Como prevenir a esteatose hepática

Em contrapartida, priorizar o consumo de frutas, legumes, verduras, carnes magras e peixes ajuda a proteger o organismo. A inclusão de grãos integrais, oleaginosas e a prática regular de exercícios físicos completam as medidas de prevenção.

“A esteatose hepática é reversível, mas a chave está na mudança de hábitos, especialmente na redução do açúcar”, conclui a especialista, reforçando a importância do acompanhamento médico e nutricional.

FONTE/CRÉDITOS: Rebeca Oliveira