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O Ibovespa opera em forte alta nesta segunda-feira (31), impulsionado pelo avanço das cotações do petróleo após a retomada dos ataques dos Estados Unidos contra o Irã. A escalada das tensões no Oriente Médio valorizou os ativos do setor na B3 e garantiu um pregão positivo para o mercado nacional.

Por volta das 12h40, o principal índice acionário do país apresentava valorização de 1,02%, situando-se aos 177.472 pontos. Na máxima do dia, a referência chegou a registrar ganho de 1,66%, alcançando 178.585 pontos.

Paralelamente, o câmbio exibia baixa. O dólar comercial recuava 0,35%, cotado a R$ 5,177 no mesmo horário, em sintonia com o cenário externo desfavorável à moeda americana.

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Ataques elevam preço do petróleo

O estopim para o otimismo nos papéis de commodities foi o confronto direto. No domingo (30), forças norte-americanas atingiram lançadores iranianos na ilha de Larak, localizada no estreito de Hormuz.

O Comando Central do Exército dos Estados Unidos classificou a operação como limitada e precisa. O alvo seriam unidades da Guarda Revolucionária do Irã consideradas uma ameaça estratégica.

Em retaliação, a Guarda Revolucionária declarou ter disparado mísseis contra bases aéreas dos Estados Unidos na Jordânia, reportando danos severos.

Como reflexo imediato, o barril do Brent disparou 2,97%, alcançando US$ 90,71 por volta das 11h40. A alta beneficia diretamente as petroleiras listadas na B3, com destaque para a Petrobras e outras companhias do segmento.

Mercado monitora riscos de oferta

Investidores seguem atentos aos desdobramentos sobre a produção e o escoamento de óleo bruto na região. Analistas apontam que o mercado incorporou um prêmio de risco mais elevado diante da incerteza geopolítica.

Essa conjuntura também afeta as projeções de inflação e as decisões de política monetária de bancos centrais ao redor do globo, incluindo o Federal Reserve e o Banco Central do Brasil.

Eleições e Ptax no radar

Além do cenário externo, o mercado financeiro absorve pesquisas recentes para a disputa presidencial de 2026 no Brasil, avaliando o impacto fiscal dos candidatos.

Por fim, a formação da taxa Ptax no último dia útil do mês também influencia a volatilidade das negociações cambiais ao longo da sessão.

FONTE/CRÉDITOS: Léo Carvalho