As convenções partidárias realizadas em São Paulo no último sábado (25/7) oficializaram o lançamento das candidaturas de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência da República e de Fernando Haddad (PT) ao governo estadual. O encontro das legendas deu início oficial às articulações eleitorais com trocas de acusações, debate sobre segurança pública e repercussão internacional.

Discurso de Flávio Bolsonaro e apoios internacionais

Ao discursar pela primeira vez como candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro definiu a disputa eleitoral como uma "luta do bem contra o mal". O postulante do PL posicionou-se como sucessor político de seu pai, Jair Bolsonaro, e defendeu o ex-presidente ao classificar sua condenação a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado como uma injustiça.

O ato do PL contou com a presença do presidente da Argentina, Javier Milei, que criticou o governo Lula no palanque. Além disso, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, enviou uma mensagem em vídeo apoiando o candidato, em meio às recentes tensões diplomáticas entre o governo brasileiro e o governo israelense.

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Críticas de Haddad e postura de Lula

No encontro do PT, Fernando Haddad criticou a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), com foco na área de segurança pública. O candidato petista apontou falhas no combate à criminalidade e fez ressalvas às privatizações executadas pelo governo de São Paulo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também participou da solenidade petista e defendeu a soberania do processo eleitoral brasileiro. A declaração ocorreu após o Ministério das Relações Exteriores vetar vistos para diplomatas norte-americanos envolvidos em questionamentos sobre a segurança das urnas eletrônicas.

Questionamento às urnas e posicionamento de Simone Tebet

Durante o evento, a pré-candidata ao Senado Simone Tebet (PSB) fez duras críticas aos questionamentos levantados sobre o sistema eleitoral. Recentemente, Flávio Bolsonaro solicitou a diplomatas o envio de observadores internacionais para o pleito, reproduzindo tese já desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

FONTE/CRÉDITOS: Junio Silva