O lucro do BNDES atingiu R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, registrando uma alta de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado financeiro, divulgado nesta quarta-feira (12/8), reflete o forte crescimento na concessão de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

No acumulado de 12 meses, o lucro recorrente somou R$ 17,1 bilhões, estabelecendo um novo recorde histórico para a instituição financeira. O banco público também alcançou pela primeira vez a marca de R$ 1,05 trilhão em ativos totais, além do patrimônio líquido recorde de R$ 181 bilhões.

As aprovações totais de crédito e operações garantidas registraram um avanço de 19% frente ao primeiro semestre de 2025, totalizando R$ 154 bilhões. Desse montante, R$ 43,4 bilhões foram alocados na forma de garantias prestadas.

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Considerando apenas as aprovações diretas de financiamentos, o volume atingiu R$ 110,6 bilhões nos primeiros seis meses do ano, representação de uma alta de 52%. O setor de infraestrutura liderou a expansão com crescimento de 91% (R$ 46 bilhões), seguido do segmento agropecuário, que avançou 46% (R$ 24,8 bilhões).

Apoio a pequenos negócios

O fomento às micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) atingiu a cifra recorde de R$ 108,2 bilhões no semestre, o que representa uma elevação de 22% em relação aos R$ 88,8 bilhões registrados em 2025.

A inadimplência acima de 90 dias encerrou o período em 0,05%, patamar amplamente inferior à média do Sistema Financeiro Nacional, que registrou 4,68% no geral e 0,66% para grandes corporações.

Lucro líquido e movimentação de ativos

O lucro líquido contábil da instituição somou R$ 14,9 bilhões no período, aumento de 12% em comparação anual. O indicador contou com o reforço de R$ 1,6 bilhão em dividendos da Petrobras e JBS, além de R$ 3,9 bilhões oriundos da alienação de ações.

A carteira de crédito expandida encerrou junho cotada em R$ 684 bilhões, marca mais elevada registrada desde o primeiro semestre de 2016. Já a carteira de participações societárias encerrou o semestre em R$ 85,4 bilhões.

Captações de recursos e solidez

Para financiar suas operações, o banco captou R$ 3 bilhões por meio de Letras de Crédito do Desenvolvimento (LCDs) e mais R$ 44,4 bilhões em captações internacionais com órgãos de fomento como BID, KfW e Jica.

A instituição encerrou o período com um Índice de Basileia de 25,4%, valor confortavelmente superior ao limite exigido de 10,5% estabelecido pelo Banco Central, comprovando sua solidez patrimonial.

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FONTE/CRÉDITOS: Gabriela Pereira