Um chefe de anestesiologia de 44 anos foi detido em flagrante sob suspeita de estupro de vulnerável contra uma colega de profissão, na noite de sexta-feira (7/8), na região do Cambuci, em São Paulo. O crime teria ocorrido em um apartamento após um encontro para comemorar publicações acadêmicas de ambos os médicos do Hospital Salvalus.

O caso foi formalmente registrado na 1ª DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). Conforme o boletim de ocorrência, a vítima e o acusado consumiram bebidas alcoólicas e LSD durante o encontro. A anestesiologista relatou ter perdido a consciência, lembrando-se apenas de ter caído no banheiro e, mais tarde, tentar acionar socorro pelo telefone.

Ao recobrar parcialmente os sentidos, a profissional percebeu que trajava roupas diferentes das que vestia ao chegar e estava sem seus acessórios. Ela se recordou de lapsos de memória em que o colega tentava forçar contato sexual. Por volta das 21h, uma amiga do mesmo hospital foi ao local após receber mensagens de pedido de ajuda.

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A testemunha encontrou a médica extremamente abalada e com claros sinais de alteração psíquica. Diante do quadro, a vítima foi socorrida e levada ao Hospital da Mulher para receber atendimento especializado, realizar exames periciais e relatar dores na região íntima decorrentes do episódio.

Depoimento do suspeito e versão do caso

Em contrapartida, o médico deu outra versão em seu depoimento à polícia. Ele confirmou o encontro de comemoração e afirmou que comprou a substância alucinógena a pedido da própria colega. Segundo o investigado, o consumo de álcool e LSD provocou distorções em sua própria percepção e memória.

O homem declarou ter prestado auxílio quando a médica passou mal e caiu no sanitário, levando-a até o quarto. Ele alegou não se recordar de qualquer prática de ato sexual, troca de carícias ou agressão física contra a vítima durante o tempo em que estiveram no imóvel.

Investigação conduzida pela Polícia Civil

A Polícia Civil de São Paulo prossegue com as diligências para elucidar todas as circunstâncias do fato. Serão confrontados os relatos fornecidos, os laudos periciais e médicos, além de potenciais elementos probatórios colhidos no apartamento onde a ocorrência se desdobrou.

A apuração enquadra o fato como estupro de vulnerável. Essa tipificação penal aplica-se aos casos em que a vítima não possui discernimento ou condições de oferecer resistência devido ao seu estado de vulnerabilidade ou alteração de consciência no momento da ação.

FONTE/CRÉDITOS: Daniel Galera