O senador Cleitinho Azevedo conseguiu reverter o veto inicial da direção do Republicanos e disputará o governo de Minas Gerais nas eleições deste ano. A mudança de posicionamento do presidente nacional da legenda, deputado Marcos Pereira (SP), ocorreu após pedidos formais de desculpas, pressão de lideranças regionais e avaliações estratégicas sobre o potencial do candidato de alavancar a bancada federal do partido no estado.

A cúpula da sigla projeta que a presença do senador no topo da chapa majoritária pode garantir a eleição de até seis deputados federais mineiros. Sem ele na disputa, a expectativa era de conquistar apenas duas ou três cadeiras em Brasília.

A reviravolta ocorreu dias após uma convenção em Brasília, em que o parlamentar discursou surpresa solicitando uma oportunidade para concorrer. A manifestação aconteceu poucas horas depois da divulgação de um vídeo onde o político anunciava a desistência da corrida eleitoral, alegando abatimento emocional por conta do falecimento de seu irmão caçula.

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Inicialmente chateado com o desentendimento público, Marcos Pereira demonstrou incômodo após ter dedicado horas de negociação prévia. No entanto, o presidente estadual do Republicanos em Minas, Euclydes Pettersen, e o deputado estadual Carlos Henrique atuaram intensamente nos dias seguintes para pacificar a relação e defender o nome do senador.

Recomposição política e desculpas formais

Segundo Pettersen, a intervenção durante o evento nacional visava demonstrar disposição para a campanha, sem intenção de afrontar a liderança do partido. A entrega de uma carta com pedido de desculpas e o compromisso de seguir as diretrizes partidárias foram decisivos para contornar o mal-estar institucional.

Além da retratação escrita, a direção nacional reconheceu que o período de hesitação do pré-candidato derivou do luto familiar. Com isso, os dirigentes compreenderam a vulnerabilidade do parlamentar naquele momento e aceitaram retomar os planos eleitorais em território mineiro.

Cenário de alianças regionais

Em relação às articulações locais, o Republicanos avalia que uma coligação prévia com o Partido Liberal (PL) é improvável no momento. O PL oficializou recentemente a pré-candidatura de Flávio Roscoe, ex-presidente da Fiemg, visando construir um palanque forte no estado para o pré-candidato presencial da legenda, Flávio Bolsonaro.

Apesar do distanciamento atual, a diretoria do Republicanos pretende se reunir com Cleitinho Azevedo e demais lideranças para discutir os próximos passos e não descarta retomar o diálogo com os liberais caso surja interesse mútuo no percurso eleitoral.

FONTE/CRÉDITOS: Thiago Bonna