O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (10/07) a intenção do Brasil de alcançar um protagonismo significativo na exploração de terras raras e minerais críticos. A declaração, feita após um encontro no Palácio do Planalto, ressalta o objetivo do país de ir além da mera exportação de matéria-prima, buscando agregar valor à sua produção.

Em um tom provocativo, Lula sugeriu que o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, “pode se preocupar” com a emergente concorrência brasileira no setor de mineração estratégica.

A afirmação do presidente ocorreu após uma reunião crucial com ministros e representantes do setor de mineração no Palácio do Planalto. Lula enfatizou que o Brasil possui as condições necessárias para redefinir sua posição no mercado global de minerais estratégicos.

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Esses minerais são cruciais para a fabricação de semicondutores, baterias, veículos elétricos e outras tecnologias de energia limpa, evidenciando a importância da iniciativa para o desenvolvimento tecnológico.

A visão de Lula para a concorrência global

Em sua fala, o chefe de Estado foi direto: “Se o Trump está preocupado com a China, pode começar a estar preocupado com o Brasil, que nós vamos ser detentores de fazer as mesmas coisas, ou mais qualificadas, que o chinês faz”.

Lula reforçou a ambição nacional, afirmando: “Nós não queremos ser vendedores de matéria-prima, nós queremos ser exportadores de inteligência, de conhecimento”.

Apesar do tom enfático das declarações, a estratégia oficial do governo brasileiro opera com um horizonte de longo prazo. O Plano Nacional de Mineração 2050 é o documento que estabelece metas claras.

Ele visa elevar a participação do Brasil na produção global de minerais críticos de 8,3% para 12,2% até o ano de 2050, delineando um caminho de crescimento sustentável e estratégico.

Desafios e potencial do Brasil

Embora o Brasil possua um potencial geológico considerável para a extração desses recursos, sua participação efetiva no mercado internacional ainda é bastante limitada. Em 2024, a produção brasileira de terras raras girou em torno de 20 toneladas.

Este volume é modesto quando comparado à produção global, que atingiu impressionantes 390 mil toneladas, evidenciando o desafio e a grande oportunidade para o país neste setor.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Online