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O atacante Richarlison voltou a expressar publicamente sua insatisfação neste sábado (4/7) a respeito de uma disputa judicial por uma mansão avaliada em aproximadamente R$ 10 milhões, localizada em Angra dos Reis, Rio de Janeiro. Em uma publicação nos stories do Instagram, o jogador do Tottenham compartilhou um vídeo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, que exibia imagens aéreas do imóvel.
A manifestação do ex-jogador da Seleção Brasileira ocorre poucos dias após ele ter retornado a comentar o caso publicamente.
Ao republicar o vídeo de Flávio Bolsonaro, Richarlison escreveu: "Lugar bonito, né? Pois é. Me tomaram", marcando o perfil do senador.
Entenda o início da controvérsia
Em um comentário anterior no Instagram, Richarlison revelou ter investido cerca de R$ 10 milhões na aquisição da propriedade. Contudo, ele afirmou ter perdido o imóvel e ainda não ter recebido o valor investido.
"Realmente gastei em torno de 10 milhões lá. E simplesmente me tomaram. E estou até hoje sem receber a minha grana", declarou. A declaração foi feita em uma postagem de uma advogada imobiliária, que usou o caso para ilustrar a distinção entre posse e propriedade, pontos centrais da ação judicial.
A disputa pelo imóvel
A controvérsia gira em torno da compra da mansão por uma empresa associada a Richarlison e ao empresário Renato Velasco. Apesar de a negociação ter sido conduzida de forma regular, outra empresa reivindicou direitos de posse sobre a área, alegando ocupação anterior à venda.
Desde então, o processo judicial tem se concentrado na diferença entre propriedade, que é o direito formal registrado em cartório, e posse, que se refere ao uso efetivo do bem.
Enquanto a empresa ligada ao jogador defendeu a aquisição legal da propriedade, o grupo opositor sustentou possuir direitos possessórios prévios, dando origem à disputa judicial.
O papel de Flávio Bolsonaro no caso
Embora mencionado na disputa, Flávio Bolsonaro nunca foi formalmente parte do processo judicial.
No entanto, conforme reportagem de 2022 do Metrópoles, o senador foi incluído como testemunha no processo pelos advogados do jogador.
Flávio Bolsonaro figurou nos autos devido a uma visita à mansão antes da conclusão da negociação e um retorno posterior ao local acompanhado do advogado Willer Tomaz, um amigo pessoal do senador.
Willer Tomaz é uma das figuras centrais na disputa pela posse do imóvel.
Decisão do STJ
Apesar das alegações de Richarlison de ter a propriedade "tomada", em 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve uma decisão favorável à empresa associada a Willer Tomaz.
Na ocasião, o ministro relator Ricardo Villas Bôas Cueva argumentou que o recurso da empresa de Richarlison exigiria uma reavaliação de provas e contratos já analisados pelas instâncias inferiores, o que não é permitido em tais recursos.
"Nesse contexto, não há como afastar a incidência das Súmulas 5 e 7 do STJ, visto que o acolhimento da pretensão recursal demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório dos autos e a interpretação de cláusula contratual, procedimentos inviáveis ante a natureza excepcional da via eleita", registrou o ministro.
Dessa forma, foi ratificado o entendimento que reconheceu os direitos possessórios da empresa adversária, encerrando a discussão no âmbito do STJ.
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