A Polícia Federal (PF) lançou, nesta sexta-feira (3/7), a Operação Acesso Negado para investigar um esquema de fraude milionária envolvendo a aplicação de recursos públicos federais. O foco da apuração são as irregularidades detectadas na utilização de verbas transferidas aos municípios de Iracema (RR) e São Luiz do Anauá (RR) por meio de emendas parlamentares individuais, conhecidas como “emendas Pix”.

A ação, que visa desarticular a organização criminosa, inclui o cumprimento de 41 mandados de busca e apreensão. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e estão sendo executadas em Roraima, Bahia, São Paulo e Tocantins.

Origem da investigação

As investigações tiveram início a partir de auditorias minuciosas realizadas pela Controladoria-Geral da União (CGU). Essas análises foram determinadas pelo STF no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 7.688/DF.

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As auditorias revelaram fortes indícios de falhas e irregularidades no planejamento, execução, fiscalização e transparência da aplicação dos recursos públicos recebidos pelos municípios sob investigação.

Crimes apurados

Os envolvidos são investigados por uma série de crimes contra a Administração Pública. Entre eles, destacam-se fraude em licitações e contratos administrativos, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal não descarta a identificação de outros delitos ao longo do aprofundamento das investigações.

FONTE/CRÉDITOS: Letícia Guedes