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Nesta quinta-feira (2/7), em Uruaçu (GO), Júnior Francisco Cardoso, de 25 anos, foi preso pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) sob suspeita de importunação sexual, perseguição e ameaças contra mulheres. Ele utilizava o WhatsApp para enviar mensagens assediadoras, obtendo os números de telefone das vítimas através de grupos de compra e venda.
A equipe de reportagem buscou contato com a defesa de Júnior Cardoso, mas não obteve retorno até o momento da publicação desta matéria. O espaço permanece disponível para eventuais manifestações.
O padrão de assédio e as ameaças no WhatsApp
Conforme detalhado pela investigação, o indivíduo se valia de grupos de compra e venda online para coletar números de telefone de mulheres. Posteriormente, ele as abordava com mensagens de cunho assediador, buscando uma aproximação indesejada.
Ao ser ignorado ou ter suas investidas rejeitadas, Cardoso escalava o comportamento, enviando mensagens repletas de ofensas, xingamentos e ameaças. Em um episódio marcante, ele questionou uma das vítimas com a frase: "Vai me bloquear, desgraçada?".
As investigações revelaram também que, em certas ocasiões, o suspeito ia além das ofensas, afirmando ter conhecimento do endereço residencial ou do local de trabalho das vítimas, e proferindo ameaças de agressão física, inclusive de atirar contra elas.
A Polícia Civil destacou que um dos pontos mais alarmantes foi a forma como Júnior Cardoso subverteu a finalidade de grupos comuns de WhatsApp, originalmente criados para convivência e comércio, transformando-os em instrumentos para localizar e perseguir mulheres, perpetrando crimes.
Mulheres que identifiquem o suspeito ou que tenham sido alvo de condutas similares são encorajadas a procurar a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Uruaçu para registrar suas denúncias.
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