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A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência climática da ONU, emitiu um alerta nesta sexta-feira (3/7) sobre a rápida intensificação do El Niño entre julho e setembro. Este cenário eleva consideravelmente os eventos extremos, como secas, chuvas intensas e ondas de calor, em diversas partes do mundo.
Celeste Saulo, secretária-geral da OMM, destacou que as condições do fenômeno já estão ativas e a expectativa é de uma evolução para um evento forte, conforme as projeções da organização. Ela ressaltou o aumento da probabilidade de secas, chuvas torrenciais e ondas de calor, tanto em terra quanto marinhas, afetando múltiplas regiões globais.
Diante desse panorama, a OMM está aprimorando a coordenação, seus serviços de informação climática e o suporte a sistemas de alerta precoce. O objetivo é auxiliar governos, agências humanitárias, setores cruciais como agricultura e saúde, e comunidades vulneráveis a se prepararem eficazmente para os impactos potenciais.
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El Niño
A expectativa é que o El Niño se intensifique durante o outono no Hemisfério Norte, estendendo sua influência por vastas áreas do planeta. Este fenômeno climático é definido por temperaturas da superfície do mar significativamente acima da média nas regiões do Pacífico equatorial central e oriental.
Sua ocorrência é cíclica, surgindo a cada dois a sete anos e mantendo-se ativo por um período que varia tipicamente entre nove e doze meses.
As projeções da OMM indicam que aproximadamente 90% das áreas terrestres do planeta, abrangendo cerca de 99% da população mundial, registrarão temperaturas acima da média.
Quanto aos padrões de chuva, a probabilidade de precipitação acima do normal é maior no Pacífico equatorial central e oriental. Por outro lado, espera-se uma redução nas chuvas em porções do Oceano Índico tropical, no subcontinente indiano e em grande parte da Austrália.
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