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O renomado artista plástico Juarez Machado faleceu nesta terça-feira (6), aos 85 anos, na cidade de Vassouras, no interior do Rio de Janeiro. Ele estava internado desde o final de setembro para tratar uma pneumonia e sofreu uma parada cardíaca. A confirmação foi feita pelo Instituto Internacional Juarez Machado (IIJM), fundado por ele em Joinville. O artista deixa três filhos.
A Prefeitura de Joinville decretou luto oficial de três dias em homenagem ao mestre das artes. O instituto que leva seu nome permanecerá fechado para visitação pública entre esta quarta-feira e sexta-feira.
Nascido em 16 de março de 1941, em Joinville, o criador construiu uma trajetória que ultrapassou seis décadas. Sua produção transitou por pintura, escultura, desenho, caricatura, fotografia, cenografia, literatura e atuação como ator.
Sua formação começou na Faculdade de Belas Artes de Curitiba. Na juventude, trabalhou como cenógrafo na TV Paraná e recebeu o prêmio de melhor escultor do estado em 1962, realizando sua primeira exposição individual logo em seguida.
No Rio de Janeiro, a carreira ganhou impulso nacional. Ele colaborou com veículos de imprensa de destaque, como as revistas O Cruzeiro e O Pasquim, além do Jornal do Brasil, convivendo com grandes nomes do humor nacional.
A televisão também marcou sua história. Em 1973, integrou a equipe do programa Fantástico, na TV Globo. No ano seguinte, ganhou espaço com performances de mímica e ilustrações, criando um diálogo silencioso com o público.
Na literatura visual, lançou em 1975 a obra pioneira “Ida e Volta”, composta inteiramente por ilustrações. O livro consolidou sua habilidade singular de contar histórias sem depender do uso de textos.
Carreira internacional
Em 1986, fixou residência em Paris, montando ateliê em Montmartre. Essa mudança expandiu sua projeção no circuito artístico global.
Suas pinturas alcançaram até o cinema mundial. O cineasta francês Jean-Pierre Jeunet utilizou referências cromáticas do brasileiro e incluiu quadros seus no quarto da protagonista do filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, de 2001.
Mesmo com projeção internacional, sua ligação com Joinville permaneceu forte. Lá deixou o mural “O Grande Circo”, no Centreventos Cau Hansen, e inaugurou em 2014 o instituto cultural em sua antiga casa.
Com bom humor, movimento e forte narrativa visual, Juarez Machado atravessou fronteiras e campos culturais, deixando uma marca indelével na história da arte brasileira.
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