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O Ministério Público de Goiás (MPGO) adotou a ferramenta Nêmesis, uma inteligência artificial criada pela própria instituição para combater a exploração sexual infantojuvenil na internet. Lançado em maio de 2026, o sistema analisa dispositivos eletrônicos e acelera a coleta de provas em investigações criminais no estado.

Inteligência artificial a serviço das perícias

Desenvolvido pela Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência (CSI) e pelo CyberGaeco, com apoio da área de Infância e Juventude, o Nêmesis examina dados em equipamentos apreendidos. A tecnologia reconhece imagens e vídeos ilícitos rapidamente, assegurando a preservação da cadeia de custódia das evidências para os processos judiciais.

Resultados em operações policiais

Em setembro de 2026, o sistema foi aplicado na Operação Anjo da Guarda, executada pelo MPGO e pela Polícia Civil goiana. A ação cumpriu mandados em Goiânia e no Entorno do Distrito Federal, resultando na prisão em flagrante de duas pessoas e na apreensão de diversos arquivos ilegais.

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Expansão e cooperação nacional

O MPGO apresentou a inovação durante o Forensics Meeting 2026, em Porto Alegre. A intenção do órgão é formalizar acordos de cooperação técnica para disponibilizar o software aos Ministérios Públicos de todos os estados e do Distrito Federal, fortalecendo o enfrentamento a crimes cibernéticos no país.

Prevenção e participação da sociedade

Apesar do avanço tecnológico, o Ministério Público ressalta que o monitoramento familiar é indispensável. Orientar os jovens sobre os perigos virtuais e denunciar suspeitas continuam sendo medidas cruciais. A ferramenta atua como suporte técnico para as autoridades, sem substituir a análise criteriosa dos investigadores humanos.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Radar