O município de Iracema, em Roraima, é alvo de investigações que apontam um sobrepreço de 32% na aquisição de ambulâncias, financiadas por emendas Pix. Relatório do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), revela que cada veículo foi comprado por R$ 190 mil, superando em R$ 46.808,58 o valor de mercado estimado pela Controladoria-Geral da União (CGU).

Esses indícios surgem no contexto de apurações sobre um suposto esquema de irregularidades na aplicação de recursos de emendas Pix, que também envolve o município de São Luiz do Anauá.

A soma total sob investigação atinge R$ 90 milhões, provenientes de emendas Pix supostamente indicadas pelos parlamentares Nicoletti (União-RR) e Dr. Hiran (PP-RR), pelo ex-senador Telmário Mota e pelo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, que é ex-deputado federal.

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A Operação Acesso Negado

Batizada de Acesso Negado, a operação da Polícia Federal concentra-se em gestores municipais de Iracema e São Luiz do Anauá, além de empresários e empresas. Eles são suspeitos de envolvimento em obras não executadas, mal executadas ou superfaturadas.

As investigações foram iniciadas a partir de auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU), solicitadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os levantamentos identificaram uma série de irregularidades no planejamento, execução, fiscalização e transparência na gestão dos recursos públicos.

Na última sexta-feira (3), policiais federais executaram 41 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF. As ações ocorreram em diversos estados, incluindo Roraima, Bahia, São Paulo e Tocantins.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, a Polícia Federal fez a apreensão de dinheiro em espécie, encontrado dentro de uma mochila. A corporação, no entanto, não divulgou o local exato da apreensão, a identidade da pessoa em posse dos valores nem o montante total.

Os indivíduos sob investigação podem ser responsabilizados por crimes contra a administração pública, fraude em licitações e contratos administrativos, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, entre outros delitos que venham a ser confirmados pelas apurações.

FONTE/CRÉDITOS: Letícia Guedes