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No primeiro dia permitido pela Justiça Eleitoral para pedir votos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu início oficialmente à campanha de reeleição de Lula neste domingo (16). O evento público ocorreu no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP), local emblemático onde o petista liderou as históricas greves dos metalúrgicos no final da década de 1970.
Críticas ao ministro Dias Toffoli e memórias do cárcere
Durante o discurso emocionante, o mandatário direcionou críticas diretas ao ministro do STF, Dias Toffoli. Lula comparou a conduta do magistrado à de autoridades do período militar, relembrando que, enquanto esteve preso na ditadura, o delegado Romeu Tuma autorizou sua saída para o velório da mãe, Dona Lindu.
Por outro lado, em janeiro de 2019, quando estava detido pela Operação Lava Jato, Toffoli negou a autorização para que o petista comparecesse ao sepultamento do irmão, Vavá. "Agora, no regime democrático, um ministro que eu indiquei não permitiu que eu saísse da cadeia", protestou o presidente diante da militância.
Relato sobre saúde e ataques a Bolsonaro
Em uma menção rara à sua saúde, Lula revelou ter passado por sessões de radioterapia no couro cabeludo devido a um câncer de pele, motivo pelo qual precisa usar chapéu. Durante a fala, contudo, ele tirou o acessório para saudar os apoiadores presentes no estádio.
O presidente também relembrou as vítimas da pandemia de covid-19 e responsabilizou o governo de Jair Bolsonaro (PL) pelas mortes ocorridas no país. A organização do PT mobilizou caravanas e estimava reunir entre 20 mil e 30 mil pessoas no ato do ABC Paulista.
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