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A Operação Destroyer atingiu um novo patamar nesta quinta-feira (8/10) ao consolidar o bloqueio de quase R$ 500 milhões pertencentes a facções criminosas em Goiás. A iniciativa, que já soma 18 fases, utiliza uma estratégia de inteligência integrada para asfixiar o poder econômico do crime organizado, contando com mais de 860 medidas judiciais executadas em todo o estado.
O governador Daniel Vilela destacou que a ofensiva busca erradicar a capacidade operacional dos grupos criminosos. Segundo o gestor, a prioridade é atingir o coração financeiro dessas organizações, mantendo uma política de tolerância zero contra atividades ilícitas e garantindo que o patrimônio acumulado pelo crime seja neutralizado.
Ação contra o tráfico
Batizada de Domini Veteres, a fase mais recente foi coordenada pela Polícia Civil de Goiás (PCGO). A operação mobilizou 50 agentes para desarticular uma rede de distribuição de entorpecentes que conectava Goiânia à cidade de Goiás. Ao todo, 11 pessoas foram detidas, incluindo o cumprimento de mandados de prisão preventiva e uma prisão em flagrante por porte de armas e drogas.
A metodologia da PCGO foca em investigações de longo prazo iniciadas em 2023. O delegado-geral André Ganga ressalta que as fases são interconectadas, permitindo mapear desde lideranças até operadores financeiros. Esse modelo de trabalho permite que as autoridades identifiquem não apenas os vendedores de varejo, mas toda a cadeia logística que sustenta o tráfico interestadual.
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Inteligência e expansão
O sucesso das operações depende da análise minuciosa de dados. A fase atual, por exemplo, originou-se de informações extraídas de um aparelho celular apreendido em 2026. A investigação revelou um esquema liderado por três suspeitos, incluindo dois irmãos, responsáveis por enviar drogas da capital para o interior, abastecendo pontos de revenda locais.
A integração entre o Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) e outras forças de segurança, incluindo apoio federal, tem sido fundamental para expandir a eficácia das ações. Ao focar no patrimônio dos criminosos, o Governo de Goiás busca não apenas prisões pontuais, mas a desestruturação permanente das facções que tentam se enraizar no território goiano.
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