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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), através da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), efetuou a prisão preventiva de um homem de 33 anos nesta segunda-feira, em uma operação que desarticulou um esquema de exploração de vídeos íntimos de mulheres. O indivíduo é acusado de gravar clandestinamente encontros, divulgar o material sem autorização das vítimas e lucrar com a comercialização em plataformas digitais de conteúdo adulto, ação que se estendeu por Águas Lindas de Goiás/GO e Valparaíso de Goiás/GO.
A ação policial, que ocorreu em Águas Lindas de Goiás/GO e Valparaíso de Goiás/GO, incluiu o cumprimento de mandados de busca e apreensão. Além do principal suspeito, uma mulher de 31 anos, responsável pela estrutura financeira do esquema criminoso, também teve endereços investigados.
Detalhes da investigação contra a exploração de vídeos íntimos
Durante as buscas, foram apreendidos aparelhos celulares, mídias digitais e outros itens que serão encaminhados para perícia e análise técnica. A investigação, conduzida pela 2ª DP, foi desencadeada após uma das vítimas descobrir que vídeos de sua intimidade estavam sendo veiculados em uma plataforma pornográfica online.
A mulher havia conhecido o investigado por meio de um aplicativo de relacionamento em 2018, tendo dois encontros consensuais com ele.
Somente depois, ela tomou ciência de que os momentos íntimos haviam sido gravados e publicados na internet sem sua permissão. Outra mulher, que também se relacionou com o suspeito, o reconheceu nas gravações por suas características físicas e tatuagens.
As investigações apontam que este não é um caso isolado, sugerindo a existência de um modus operandi recorrente.
O modus operandi do criminoso consistia em utilizar aplicativos de relacionamento para abordar as vítimas, ganhando sua confiança para então ter encontros íntimos. As gravações dessas interações eram realizadas sem o consentimento das mulheres e, posteriormente, os vídeos eram publicados em plataformas de conteúdo adulto, visando atrair assinantes e gerar lucro com a comercialização do material.
Durante o processo de apuração, foi constatado que os rendimentos provenientes da exploração dos vídeos íntimos eram depositados em uma conta bancária associada à segunda investigada. Em seu depoimento, ela confirmou que ambos possuíam contas em plataformas digitais de conteúdo adulto, como OnlyFans e Privacy, com o objetivo de gerar receita pela comercialização de material íntimo, além de admitir o compartilhamento da conta para recebimento dos pagamentos.
As apurações indicaram que o homem detido já possui um histórico de envolvimento em ocorrências policiais da mesma natureza, inclusive com uma condenação criminal definitiva pelo mesmo delito. Essas circunstâncias evidenciaram um risco concreto de reiteração delitiva, justificando a decretação da prisão preventiva pelo Poder Judiciário.
Adicionalmente à prisão e às buscas, a Justiça determinou a suspensão imediata das contas que o investigado utilizava em plataformas digitais para divulgar e comercializar os vídeos. O material apreendido será submetido a uma perícia especializada com o intuito de identificar outras possíveis vítimas, mensurar a real extensão da atividade criminosa e rastrear a movimentação financeira gerada pela venda dos conteúdos, além de verificar o possível envolvimento de outros indivíduos no esquema.
A PCDF reitera que a divulgação, o compartilhamento ou a comercialização de imagens íntimas sem o consentimento da vítima configura crime, conforme o artigo 218-C do Código Penal. A corporação reafirma seu compromisso com o combate qualificado aos crimes virtuais e com a proteção da dignidade sexual, privacidade e intimidade das mulheres do Distrito Federal.
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