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O assassino confesso Antônio Ailton da Silva, de 43 anos, será submetido a júri popular nesta terça-feira (14/7) pelo brutal assassinato da motorista de aplicativo Ana Rosa Rodolfo de Queiroz Brandão, de 49 anos. O crime, ocorrido em 26 de fevereiro de 2025 no Cruzeiro Velho (DF), envolveu estrangulamento e oito facadas, motivado, segundo o acusado, por uma desavença sobre o pagamento de uma corrida informal que teria como destino Valparaíso de Goiás.
As investigações da época detalharam que Antônio utilizou um fio de nylon para estrangular Ana, antes de desferir oito golpes de faca. O próprio acusado afirmou que a motivação do crime foi uma discussão sobre o valor de R$ 35, combinado de forma informal para a corrida.
O desenrolar dos fatos
Horas antes do homicídio, Antônio Ailton já havia tentado assassinar sua ex-companheira e uma amiga dela no Recanto das Emas (DF). Após essa tentativa, ele fugiu e buscou refúgio no Conic, nas imediações da Rodoviária do Plano Piloto, onde, conforme as apurações, permaneceu perambulando durante toda a madrugada.
Na manhã subsequente, avistou Ana Rosa encostada em uma árvore e negociou com ela uma corrida particular, fora da plataforma de aplicativo, com destino à sua residência em Valparaíso de Goiás. As investigações indicam que Antônio apresentava sinais de embriaguez.
A desconfiança de Ana sobre o pagamento, devido ao estado do passageiro, gerou uma discussão. Em resposta, a motorista alterou o trajeto, dirigindo-se à 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro). Ao notar a mudança de rota, Antônio a estrangulou e, após uma luta corporal, desferiu as facadas.
Após o ataque, Antônio assumiu o controle do veículo, mas colidiu contra uma árvore poucos minutos depois. Foi revelado que Ana Rosa ainda conseguiu ligar para o marido em busca de socorro, momentos antes de falecer. O agressor fugiu a pé do local.
Câmeras de segurança na Quadra 4 registraram a tentativa de fuga. Embora testemunhas tenham tentado abordá-lo, Antônio Ailton só foi detido na Quadra 504 do Sudoeste, após ser localizado por policiais militares.
Próximo à Rodoviária do Cruzeiro, a presença do fugitivo foi alertada a um militar do Exército por testemunhas. O sargento iniciou uma perseguição a Antônio Ailton e, por pouco, não foi atingido por uma facada. O militar efetuou um disparo de advertência no chão, mas o assassino conseguiu evadir-se em direção ao Sudoeste.
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