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Na última quinta-feira, 09/07, por volta das 18h30, nove pessoas, incluindo uma criança autista de 4 anos, viveram momentos de terror ao ficarem presas em um elevador do Shopping Sul, em Valparaíso. A família de Paulo Tavares de Castro acusa a administração do centro comercial de grave demora no atendimento, resultando em desmaios e extremo nervosismo, com a filha autista urinando de pavor dentro do equipamento.
O incidente, que transformou um passeio familiar em pesadelo, envolveu nove indivíduos, embora o elevador tivesse capacidade para treze. Paulo Tavares, que segurava a filha autista nos braços, relatou que o equipamento, após partirem da garagem subterrânea, deu um solavanco e parou abruptamente entre os andares, desencadeando o pânico entre os ocupantes.
Pânico e a longa espera pelo resgate
Imediatamente, o botão de emergência do elevador foi acionado, mas a resposta tardou. Sem sucesso na comunicação direta, os presos contataram parentes que estavam a caminho do shopping, os quais, após 20 minutos, conseguiram alertar a segurança do local. Somente então, uma comunicação foi estabelecida, informando que a equipe estava "resolvendo o problema".
Contudo, a demora se estendia, e a situação interna piorava. "Já tinha pessoas passando mal porque não tínhamos respiração, a ventilação não estava funcionando", desabafou Paulo. O resgate completo levou quase uma hora, um período crítico para os passageiros que enfrentavam a falta de ar e o medo.
Um vídeo do ocorrido, amplamente divulgado, mostra o momento em que um brigadista, utilizando uma chave de fenda, consegue abrir manualmente as portas do elevador. A esposa de Paulo foi retirada desmaiada e recebeu os primeiros socorros.
No mesmo registro, outra mulher é vista sentada no chão, tentando se recompor. A tensão do resgate culminou em um intenso bate-boca entre os familiares e funcionários do Shopping Sul, devido à percepção de descaso e demora.
"Uma pessoa passando mal, passamos 20 minutos trancados dentro do elevador com uma criança autista e não tinha um brigadista. A gente quase morreu todo mundo lá dentro, nove pessoas, isso é uma falta de respeito", expressou um dos passageiros, evidenciando a indignação com a ausência de um profissional de emergência imediato.
A criança autista de Paulo, em meio ao ambiente sufocante e o pânico generalizado, chegou a urinar dentro do elevador devido ao nervosismo extremo. Paulo Tavares, que inicialmente tentava acalmar os demais, confessou ter se desesperado após meia hora, ao ver as pessoas com dificuldades respiratórias, e começou a gritar por socorro para agilizar o resgate.
As vítimas do incidente procuraram a redação do portal Radar Valparaíso News, relatando sentir-se "desprezadas" pela administração do Shopping Sul, já que, até o momento, nenhum representante da empresa entrou em contato ou ofereceu qualquer satisfação sobre o ocorrido.
O Radar Valparaíso News tentou contato com a assessoria de imprensa do Shopping Sul para obter um posicionamento, mas não obteve retorno. O espaço permanece aberto para futuras manifestações da empresa.
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