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Os empresários Samara Pink e Thiago Stabile, conhecidos como sócios de Virginia Fonseca na marca WePink, prestarão depoimento à Polícia Civil de São Paulo nesta sexta-feira (31/7), em Santos (SP). A oitiva ocorre no âmbito de um inquérito que apura a suposta lavagem de dinheiro conectada a Karen de Moura Tanaka Mori, a 'Japa do PCC'.
O casal é investigado pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic). A suspeita das autoridades é de que empreendimentos do setor de cosméticos tenham sido utilizados para ocultar capital ilícito oriundo do crime organizado.
Histórico de sociedade e parcerias comerciais
Formada em Administração, Samara Pink fundou a WePink ao lado de Virginia Fonseca e do empresário Lucas Chaopeng em 2021. Além da relação comercial, Samara e o marido, Thiago Stabile, que atua como CEO da empresa de cosméticos, mantêm laços de amizade próximos com a influenciadora digital.
Antes do lançamento da WePink, Samara e Thiago mantiveram sociedade direta com Karen Mori entre os anos de 2017 e 2022. O trio geria a Pink Lash, uma franquia focada no mercado de beleza e extensão de cílios que chegou a registrar forte expansão nacional.
Evolução e números da franquia Pink Lash
O negócio do grupo expandiu rapidamente no mercado nacional através de etapas bem definidas:
- 2017: Fundação da Pink Lash por Samara e Karen;
- 2018: Entrada de Thiago Stabile na gestão operacional da franquia;
- 2018 a 2021: Atuação conjunta do trio em ao menos quatro companhias do setor;
- Expansão: Abertura de aproximadamente 80 unidades, sendo dez em São Paulo, e faturamento mensal de R$ 50 milhões.
Quem é a 'Japa do PCC' e a relação com o crime
Karen Tanaka Mori é viúva de Wagner Ferreira da Silva, o 'Cabelo Duro', antigo líder de destaque no Primeiro Comando da Capital na Baixada Santista. Ele foi assassinado em 2018 após um conflito interno na facção criminosa.
Investigações da Polícia Civil apontam que Karen utilizou recursos do tráfico de drogas para financiar redes de estética e empresas imobiliárias. Presa em 2024, a suspeita teve R$ 1 milhão e US$ 50 mil apreendidos em dinheiro vivo durante operação policial.
O papel da Sintonia Final no PCC
De acordo com os investigadores, o falecido marido de Karen integrava a 'Sintonia Final', cúpula decisória do grupo criminoso. Esse núcleo deliberava sobre ações estratégicas, movimentações financeiras de alto valor e o tráfico internacional de drogas e armas.
Atualmente, a marca WePink contabiliza faturamento acumulado superior a R$ 1,2 bilhão, projetando atingir R$ 1,4 bilhão em 2025. A defesa dos empresários investigados foi procurada para se manifestar sobre as apurações, mas ainda não houve posicionamento formal.
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