A **Polícia Civil** do Distrito Federal (PCDF) efetuou a prisão de Alan Braga, de 41 anos, nesta quinta-feira (16/7), sob a acusação de propagar **discurso de ódio** e praticar **racismo** em plataformas digitais. A detenção ocorreu em Ceilândia (DF) após investigações apontarem que o suspeito utilizava perfis em redes sociais para proferir ataques sistemáticos contra mulheres, negros e nordestinos.

As autoridades disponibilizaram registros das evidências coletadas durante o monitoramento das atividades do investigado em vídeo.

A ação foi coordenada pela 8ª Delegacia de Polícia (SIA), que executou um mandado de busca e apreensão na residência do suspeito. O inquérito foca em postagens agressivas direcionadas a grupos específicos por sua origem regional, cor de pele ou gênero, incluindo ofensas a moradores de determinadas unidades da federação.

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Segundo informações da PCDF, Alan Braga gerenciava um perfil dedicado à difusão de mensagens discriminatórias. As evidências colhidas sugerem o cometimento reiterado dos crimes de injúria racial e preconceito.

O caso ganhou tração quando agentes da Seção de Atendimento à Mulher (SAM) detectaram comentários misóginos em uma publicação oficial da própria PCDF no Instagram.

O conteúdo em questão promovia o evento Elas Fazem a Polícia, organizado pela Divisão Integrada de Atendimento à Mulher (Diam). Nos comentários, o homem depreciava a atuação feminina na corporação e insultava as participantes do debate virtual.

A identificação do autor foi consolidada por meio de ferramentas de reconhecimento facial da polícia, cruzando fotos postadas pelo próprio suspeito com dados cadastrais. Embora a Meta tenha sido acionada para fornecer informações da conta, o retorno oficial ainda é aguardado.

Durante a fase de apuração, os investigadores encontraram publicações que visavam coletividades inteiras, baseando-se em preconceitos raciais e xenofobia contra populações do Nordeste.

Investigação de crimes cibernéticos e reincidência

Além dos ataques coletivos, foram identificadas ofensas a indivíduos específicos, o que permite o enquadramento em múltiplas frentes penais. Alan Braga pode enfrentar penas que somam até cinco anos de reclusão, dependendo do concurso de crimes estabelecido pela justiça.

O objetivo central da busca foi a apreensão de dispositivos eletrônicos, como smartphones e computadores. A perícia busca determinar se as postagens eram atos isolados ou se o suspeito integrava células de radicalismo e extremismo online.

A investigação também apontou que o suspeito possui 12 ocorrências policiais registradas em seu nome. O histórico inclui registros de ameaça, perturbação do sossego, calúnia e desacato, muitos deles também cometidos no ambiente virtual.

Os equipamentos apreendidos passarão por análise técnica detalhada. O foco é mapear conexões com outros usuários, grupos privados e comunidades virtuais que incentivem a violência e o preconceito sistêmico.

FONTE/CRÉDITOS: Luisa Rany and Carlos Carone