O réu do 8 de Janeiro Ronaldo Édison Richard faleceu aos 63 anos após sofrer um infarto na última segunda-feira (10/8), na cidade de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul. A informação sobre o óbito do gaúcho foi confirmada oficialmente pela Associação de Familiares e Vítimas do 8/1 (Asfav).

Richard aguardava o andamento do processo criminal em liberdade e sem a necessidade de monitoramento por tornozeleira eletrônica. Ele havia sido denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) sob acusações de associação criminosa armada, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado, denúncia aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Conforme a acusação formulada pela PGR, o investigado teria financiado o transporte de uma caravana que partiu do território gaúcho rumo à Capital Federal. Os procuradores afirmam que ele custeou a viagem de ao menos um dos integrantes que atuaram nas invasões aos prédios dos Três Poderes.

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Posicionamento da defesa

A defesa do réu contestou veementemente a tese de financiamento apresentada no STF. Em manifestação anexada aos autos, os advogados sustentaram que Richard apenas assinou uma autorização formal para a saída de um ônibus do estacionamento, destacando ainda que ele era réu primário e detinha bons antecedentes.

Nota oficial

Em nota oficial de pesar, a Asfav lamentou a morte do acusado, afirmando que ele partiu enquanto aguardava o desfecho da apuração judicial. A entidade manifestou solidariedade aos familiares e amigos, reafirmando o compromisso com a busca por justiça para as famílias afetadas.

FONTE/CRÉDITOS: Saulo Araújo and Jaqueline Fonseca