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A empresária Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal por suspeita de corrupção e tráfico de influência ao lado de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, afirmou à CNN Brasil que sua aproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve caráter exclusivamente institucional, e não comercial.

Apesar da declaração, a lobista fez duras críticas ao chefe do Executivo na reta final da campanha eleitoral. Segundo ela, um governante que desconhece as movimentações em seu próprio gabinete demonstra omissão ou falta de capacidade para gerir o país.

Encontros com ministros e críticas ao governo

Roberta Luchsinger revelou que Lulinha mantinha interlocução frequente na Esplanada, incluindo reuniões com diversos ministros e uma viagem à residência de Camilo Santana, ex-ministro da Educação, no Ceará. A empresária, que antes se definia como muito próxima do filho do presidente, declarou ter sido abandonada por ele perante os ataques públicos.

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A lobista relatou ainda que passou a receber ameaças de morte direcionadas a ela e a suas filhas. As intimidações teriam começado após declarações de Lula, que a chamou abertamente de "pilantra" durante entrevistas ao Podcast Flow e à TV Globo.

A apontada relação com o esquema no INSS

Sobre Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", Luchsinger esclareceu que o conheceu para prestar serviços de análise em Resoluções da Diretoria Colegiada (RDCs) da Anvisa na área de saúde. Ela admitiu ter apresentado o empresário a Lulinha, mas alegou que só soube do aprofundamento da amizade entre eles por meio da imprensa.

A empresária garantiu ter rescindido a prestação de serviços com Antônio Camilo assim que vieram à tona as investigações sobre fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ela reiterou que o inquérito da Polícia Federal é público e comprova a ausência de sua participação nos desvios.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Radar