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Jovens com diversidade sexual e de gênero apresentam maior probabilidade de utilizar serviços de saúde mental, principalmente atendimentos ambulatoriais e de emergência. A comparação é feita em relação a jovens cisgêneros e heterossexuais.
Essa diferença aumenta ao longo do desenvolvimento humano. O cenário se torna mais evidente no início da fase adulta, segundo um estudo publicado em 11 de junho no periódico JAMA Network Open.
Os pesquisadores avaliaram dados de 1.326 pessoas na província de Quebec, no Canadá. O grupo foi acompanhado desde a infância até atingir os 23 anos de idade.
Do total de participantes, 340 foram classificados como integrantes da comunidade com diversidade sexual ou de gênero. O levantamento cruzou informações com registros oficiais de saúde.
Diferença cresce ao longo da vida
O acompanhamento ambulatorial foi analisado dos 1 aos 23 anos. Já as internações foram verificadas dos 8 aos 23, e as visitas aos prontos-socorros ocorreram entre 18 e 23 anos.
Na primeira infância, os pesquisadores não notaram disparidades relevantes no uso dos postos ambulatoriais. A distância entre os grupos surgiu mais tarde.
Entre os 18 e 23 anos, 40,9% dos jovens LGBTQIAPN+ recorreram ao suporte ambulatorial. No grupo de controle, formado por cisgêneros e heterossexuais, o índice foi de 30,6%.
Uso de emergência quase dobra
A disparidade mais marcante ocorreu nos prontos-socorros. Dos 18 aos 23 anos, 15% dos jovens com diversidade de gênero buscaram a emergência por questões psicológicas.
Entre o público cisgênero e heterossexual, a proporção ficou em 7,6%. Após os ajustes estatísticos, o risco de procurar a emergência permaneceu quase duas vezes maior.
Ansiedade e crises situacionais figuram entre os motivos mais registrados. Por outro lado, as internações não mostraram diferenças estatisticamente significativas após os cálculos.
Possíveis causas e limitações
Por ser um estudo observacional, a pesquisa não estabelece relação direta de causa e efeito. Fatores como estresse de minoria e bullying podem influenciar os resultados.
Os autores destacam a necessidade de ampliar o acesso precoce a tratamentos. Isso evita que quadros leves evoluam para crises agudas que exigem atendimento hospitalar urgente.
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