Apesar das investidas e da pressão do Palácio do Planalto, parlamentares do Senado Federal admitem reservadamente que a votação da PEC sobre o fim da escala 6x1 deve ser adiada para depois das eleições de outubro. A avaliação interna aponta para a falta de tempo hábil antes do pleito.

A Proposta de Emenda à Constituição ainda se encontra na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O colegiado deve iniciar os debates sobre a matéria apenas no dia 3 de setembro, inviabilizando um desfecho rápido na Casa.

Resistência e articulação política

O andamento do projeto enfrenta ressalvas por parte do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). Embora tenha despachado o texto à CCJ após três reuniões com o presidente Lula, o parlamentar manteve a proposta parada por 85 dias em seu gabinete.

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Senadores acreditam que o comando do Senado pode prolongar a tramitação do texto. A proposta original tem como objetivo alterar a jornada de trabalho no país, reduzindo o limite semanal de 44 para 40 horas.

Paralelamente, parlamentares da oposição planejam pautar propostas alternativas sobre o tema, incluindo o texto apresentado pelo senador Rogério Marinho (PL-RJ).

Atualmente, a relatoria da matéria no colegiado está sob a responsabilidade do senador Omar Aziz (PSD-AM), indicado pelo presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA).

FONTE/CRÉDITOS: Milena Teixeira