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O caso do vigilante morto pela PCDF mobiliza familiares que cobram respostas sobre uma intervenção policial ocorrida na manhã de quarta-feira (19/8), no Setor Oeste do Gama. William Cesar Pinto Junior, de 48 anos, foi atingido por um tiro após ser seguido por um veículo descaracterizado da corporação enquanto ia para o trabalho.
De acordo com o relato de uma sobrinha da vítima, William deixou sua residência por volta das 5h50 para cumprir expediente na Residência Oficial da Presidência do Senado Federal, onde atuava como terceirizado há mais de três décadas. Ao notar a aproximação constante do carro sem identificação oficial, o profissional suspeitou de um assalto e tentou se afastar do local.
Durante a tentativa de evasão, um dos agentes efetuou o disparo que perfurou o pulmão e uma artéria do homem. A própria equipe policial prestou socorro e conduziu William ao Hospital Regional do Gama (HRG). Na unidade de saúde, ainda consciente, o trabalhador confirmou aos profissionais de enfermagem que havia sido baleado por agentes da segurança pública.
Tentativas de reanimação e reação da família
Apesar de submetido a uma cirurgia de emergência no HRG, William não resistiu às complicações decorrentes dos ferimentos após sofrer quatro paradas cardíacas. Ele deixa dois filhos. A família foi notificada sobre o óbito pela própria equipe médica e questiona a conduta dos policiais envolvidos na abordagem.
Posicionamentos da PCDF e do Senado Federal
Em comunicado oficial, a Polícia Civil do Distrito Federal lamentou o falecimento e informou que os policiais se apresentaram espontaneamente na delegacia da área. Até o momento, a PCDF não esclareceu se William era alvo de algum mandado ou quais circunstâncias operacionais justificaram os disparos. O caso foi formalmente remetido à Corregedoria-Geral da instituição.
Em nota, o Senado Federal prestou solidariedade aos familiares e exigiu a apuração rigorosa dos fatos pelas autoridades competentes. Paralelamente, moradores da Quadra 8 relataram ter presenciado a movimentação de viaturas e ouvido o barulho dos tiros durante a ação nas primeiras horas do dia.
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