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Desde o início da estratégia nacional em junho deste ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) já imunizou mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos com a nova vacina Pneumo 20. A iniciativa visa conter o avanço de infecções graves em todo o país, protegendo o público infantil que está na faixa etária de maior vulnerabilidade.

O balanço da campanha foi apresentado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante uma agenda oficial no município de Montes Claros, em Minas Gerais. O avanço representa um marco na imunização pública brasileira, fortalecendo a rede de atenção básica contra agentes patogênicos de alta letalidade.

Incluída no Calendário Nacional de Vacinação com previsão para 2026, a formulação protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae. Essa ampliação confere uma barreira imunológica robusta contra patologias severas, a exemplo da pneumonia e da meningite bacteriana.

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De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, a distribuição da nova dose vai substituir de forma gradual a antiga Pneumo 10 na rotina pediátrica. Essa transição planejada garante que não ocorra desabastecimento nos postos de saúde do país.

O órgão federal esclareceu que os estoques remanescentes da Pneumo 10 ainda serão aplicados nos postos. Por essa razão, os profissionais de saúde adotarão temporariamente um esquema de transição que combina os dois imunizantes.

A consolidação dessa cobertura vacinal é apontada por especialistas como fundamental para diminuir as taxas de hospitalização e mortalidade infantil. O período que compreende os primeiros anos de vida exige atenção redobrada devido ao sistema imunológico ainda em desenvolvimento.

Dados epidemiológicos oficiais revelam a gravidade do cenário: entre os anos de 2023 e 2025, o Brasil notificou 4,6 mil ocorrências de meningite pneumocócica, resultando em 1,4 mil mortes, o que equivale a uma taxa de letalidade de 30%.

Desse total de vítimas, a parcela mais jovem foi severamente atingida. Entre os menores de 5 anos de idade, as autoridades de saúde registraram 589 diagnósticos positivos e 187 óbitos decorrentes da doença no mesmo período avaliado.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil