GOOGLE Não perca nossas próximas notícias

Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰

A partir de 1º de outubro, os convênios médicos no Brasil serão obrigados a custear o exame de mamografia digital para beneficiários de qualquer idade, desde que haja indicação clínica. A medida foi estabelecida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para ampliar o rastreamento precoce de tumores mamários.

Antes dessa nova regulamentação, a cobertura obrigatória do procedimento era restrita a mulheres na faixa etária de 40 a 69 anos. Com a mudança anunciada pela agência reguladora, o acesso ao método diagnóstico foi universalizado, eliminando barreiras de idade para a realização do exame na rede suplementar.

A tecnologia da mamografia digital traz vantagens significativas em relação ao modelo analógico tradicional. O método oferece menor exposição à radiação ionizante e exige menos tempo de compressão das mamas, proporcionando maior conforto físico aos pacientes durante o procedimento.

Publicidade
Publicidade

Leia Também:

Vantagens tecnológicas e diagnóstico precoce

Além do conforto, o armazenamento das imagens em formato digital simplifica o compartilhamento de exames entre diferentes especialistas e agiliza o acompanhamento da evolução médica. O diagnóstico precoce é fundamental, pois o Instituto Nacional de Câncer (Inca) projeta cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama anualmente no país.

A iniciativa de derrubar as restrições de faixa etária partiu de debates internos na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde). O colegiado apontou que limitar o acesso poderia atrasar a detecção da doença, consolidando o exame digital como o padrão de cuidado na oncologia.

Inclusão de gênero

Outro avanço importante da resolução é a garantia de atendimento para "todas as pessoas". Essa redação inclusiva assegura o direito ao exame para homens trans e pessoas não binárias, independentemente de sua identidade de gênero, desde que apresentem a devida indicação médica para o procedimento.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil