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O aquecimento global deve fazer com que a temperatura da Terra suba pelo menos 1,8°C nos próximos anos, segundo alerta divulgado nesta quarta-feira (2/9) pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). A projeção supera o limite de 1,5°C estabelecido para evitar os piores impactos climáticos no planeta.

Apesar do cenário preocupante, o documento indica que ainda é viável cumprir os objetivos do Acordo de Paris. Para conter a temperatura global, os especialistas propõem uma abordagem focada em ultrapassagem, pico e declínio.

A estratégia prevê que, após ultrapassar a marca de 1,5°C, as nações promovam cortes imediatos e contínuos nas emissões de gases de efeito estufa, como o metano. O plano também exige a remoção e o armazenamento de carbono da atmosfera por meio de reflorestamento e outras tecnologias.

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Segundo o relatório, as recentes ondas de calor e queimadas intensas pelo mundo servem como um aviso urgente. "Devemos fazer com que o aumento da temperatura acima de 1,5 graus seja o menor e mais breve possível. Isso exige uma ambição ainda maior", declarou o secretário-geral da ONU, António Guterres.

A transição planejada pela entidade é dividida em quatro etapas fundamentais:

  • Excedência: fase em que o aquecimento ultrapassa os 1,5°C antes de alcançar o topo;
  • Planalto: momento de estabilização no nível máximo, o chamado pico de aquecimento;
  • Declínio: período de redução gradativa das temperaturas médias globais;
  • Estabilização: retorno do clima a marcas iguais ou inferiores a 1,5°C.

Para viabilizar a recuperação, o pico de aquecimento não pode ultrapassar 1,8°C. "Não há bons resultados se permanecermos acima de 1,5°C", enfatizou Inger Andersen, diretora-executiva do Pnuma, alertando para os severos custos humanos e econômicos.

Caso a temperatura permaneça elevada, o relatório prevê a intensificação de eventos climáticos extremos, perda de ecossistemas e a submersão de cidades costeiras e nações insulares, além de ameaçar a segurança alimentar e o abastecimento de água.

FONTE/CRÉDITOS: Thays Martins