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O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), planeja implementar uma Parceria Público-Privada (PPP) para a revitalização dos rios Tietê e Pinheiros. A proposta surge como uma das estratégias para viabilizar entregas em um possível novo mandato no Palácio dos Bandeirantes.
Apesar de não constarem com um capítulo exclusivo no plano de governo do candidato, as privatizações são vistas como um meio essencial para concretizar projetos. A PPP para os rios Tietê e Pinheiros representa uma das principais promessas de Tarcísio de Freitas para o próximo período.
Detalhes da proposta para os rios
- A PPP em análise estabelece que uma concessionária assumirá, por um período de 15 anos, a totalidade dos serviços de desassoreamento – que consiste na remoção de sedimentos do leito dos rios – e a coleta de lixo no Tietê e no Pinheiros.
- Adicionalmente, a empresa contratada terá a responsabilidade de restaurar as margens dos dois rios e implementar programas de educação ambiental para a população.
- Com um custo estimado em R$ 12,5 bilhões, o projeto foi objeto de discussões na atual administração e está previsto para ser executado em uma eventual nova gestão.
Natália Resende, coordenadora do plano de governo de Tarcísio de Freitas e atual secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), argumenta que a concessão traria maior eficiência aos trabalhos de desassoreamento. Atualmente, esses serviços são fragmentados, realizados em lotes por diferentes empresas contratadas.
Segundo Resende, a PPP oferece uma garantia de continuidade para o desassoreamento nas calhas do Tietê e do Pinheiros, áreas críticas para prevenção de enchentes, independentemente das mudanças de governo. Ela ressalta que os rios enfrentam acúmulo de sedimentos nos intervalos entre contratos de desassoreamento.
Expansão do modelo de PPP na educação
A colaboração com a iniciativa privada também está prevista para o setor da educação, caso Tarcísio de Freitas conquiste a reeleição. Em 2025, sua gestão realizou um leilão para a construção de 33 escolas, transferindo às empresas vencedoras a responsabilidade pela gestão dos espaços após a conclusão das obras.
Esse leilão, no entanto, enfrentou contestações judiciais por parte da oposição, resultando na suspensão temporária dos contratos. A medida gerou debates sobre a legalidade e a adequação do modelo para o ensino público.
Natália Resende não exclui a possibilidade de novas PPPs na rede estadual de ensino. A avaliação é que essa abordagem pode aprimorar a oferta de escolas com regime de ensino integral e proporcionar uma infraestrutura laboratorial de qualidade, beneficiando diretamente os estudantes.
A secretária explica que a análise é feita "escola a escola, região a região" para determinar a melhor estratégia, seja uma reforma ou a expansão das PPPs. Ela enfatiza que o modelo permite aos diretores focarem integralmente nos alunos, liberando-os das preocupações com a manutenção predial.
A coordenadora do plano de governo esclarece que a ausência de um capítulo específico sobre PPPs no documento reflete o foco nos objetivos da gestão. "O importante é atingir os propósitos", afirma. Ela defende uma análise técnica das parcerias, buscando o modelo mais eficaz para a população em cada situação.
O tema das privatizações permanece como um ponto sensível na campanha de Tarcísio de Freitas. Em diversas aparições públicas e sabatinas, o governador tem defendido as concessões de linhas de trem e a proposta de venda da Sabesp.
No entanto, uma pesquisa recente do Instituto Datafolha revelou que a maioria dos paulistas se posiciona contra ambas as medidas. Essa percepção pública adiciona um desafio significativo à narrativa do candidato durante o período eleitoral.
O principal adversário de Tarcísio, Fernando Haddad (PT), tem explorado os desafios enfrentados pela Sabesp e as linhas de transporte concedidas. Sua estratégia visa converter a desaprovação popular a essas iniciativas em votos, buscando reverter a atual vantagem do governador.
Apesar dos esforços de Haddad, as pesquisas de intenção de voto indicam que o petista continua na segunda posição, atrás de Tarcísio de Freitas. A polarização em torno das privatizações define parte do cenário eleitoral paulista.
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