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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou oficialmente nesta quarta-feira (2) que colheu o depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro diretamente em seu gabinete. A oitiva ocorreu após o dono do Banco Master relatar supostas intimidações e solicitar uma audiência em caráter de urgência para relatar os fatos às autoridades.

A diligência contou com a participação de um representante do Ministério Público (MP). Contudo, nenhum agente da Polícia Federal (PF) esteve presente no ato, gerando questionamentos que foram esclarecidos pela assessoria do magistrado.

Em nota oficial, o relator do processo que investiga fraudes no Banco Master defendeu a legalidade do formato adotado. Segundo o texto, a presença do Ministério Público atende às exigências legais vigentes.

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Quanto à ausência da Polícia Federal, o gabinete justificou que as normas do Conselho Nacional de Justiça buscam preservar a integridade física e psicológica do depoente. O afastamento da equipe investigativa ocorreu justamente devido ao temor de novas ameaças relatadas pelo executivo.

A revelação sobre o encontro veio à tona através do jornal O Globo e foi validada horas depois pela Suprema Corte. O conteúdo completo da conversa permanece sob sigilo legal determinado pela justiça.

Esclarecimentos sobre Alexandre de Moraes

A equipe de comunicação do ministro negou veementemente que o depoimento tenha abordado o ministro Alexandre de Moraes, colega de corte de Mendonça. A nota reforça que tais boatos não procedem.

Na véspera, o próprio Mendonça havia tornado públicas as apurações da PF baseadas na quebra de sigilo telemático de Vorcaro. Os dados foram obtidos durante a Operação Compliance Zero.

As mensagens analisadas revelaram diálogos do ex-banqueiro mencionando o nome de Moraes. Em um dos trechos datados de novembro de 2025, o investigado afirmava tentar antecipar os passos dos investigadores.

No mesmo período, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se pela nulidade das investigações conduzidas pela Polícia Federal, argumentando que a apuração sobre o ministro ocorreu sem o aval do plenário do STF.

FONTE/CRÉDITOS: Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil