GOOGLE Não perca nossas próximas notícias

Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰

Em audiência pública realizada na última quarta-feira (2), especialistas destacaram como o uso da tecnologia tem sido fundamental no combate à violência contra a mulher. A defensora pública-geral de São Paulo, Luciana Armiliato de Carvalho, apresentou dados de ferramentas digitais que permitem o registro de ocorrências e o pedido de socorro de forma ininterrupta, inclusive nos fins de semana.

Segundo dados apresentados por Luciana de Carvalho, a assistente virtual Júlia realizou quase 36 mil atendimentos relacionados à violência doméstica desde 2020. Entre os anos de 2023 e 2025, houve um crescimento de 15% nas solicitações de medida protetiva de urgência efetuadas por meio do sistema automatizado.

A defensora ressaltou que 23% dos atendimentos da Defensoria Pública paulista ocorrem fora do expediente comercial, com 11% concentrados nos finais de semana. Essa disponibilidade contínua é essencial, pois a necessidade de ajuda da vítima nem sempre coincide com o horário regular das instituições públicas.

Publicidade

Leia Também:

Avanços no ambiente virtual e integração

A coordenadora da Delegacia de Defesa da Mulher on-line de São Paulo, Jamila Jorge Ferrari, revelou que 26% dos boletins de ocorrência de violência doméstica no estado já são feitos digitalmente. O sistema encaminha os pedidos de medida protetiva de maneira imediata ao Judiciário e ao Ministério Público para rápida deliberação judicial.

Iniciativas da sociedade civil também ganham espaço, como a plataforma Maria da Penha Virtual, criada no Rio de Janeiro e mencionada por Rafael Wanderley, da organização Direito Ágil. O projeto já atendeu cerca de 16 mil mulheres. Para amplificar esses resultados, a Defensoria Pública defende a criação de uma base nacional integrada de dados.

Proposta de seminário nacional

A deputada Luizianne Lins (Rede-CE) sugeriu a realização de um seminário no Congresso Nacional durante a campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres. O objetivo é demonstrar ferramentas tecnológicas na prática, reforçando que a tecnologia deve servir como suporte sem substituir políticas públicas presenciais e efetivas.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias