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O Brasil gerou 165,8 mil empregos formais em agosto, um aumento de 7,2% em comparação com o mesmo mês do ano passado, conforme dados do Caged divulgados nesta terça-feira (29) pelo Ministério do Trabalho.

Durante o mês avaliado, o país contabilizou 2,29 milhões de admissões e 2,12 milhões de desligamentos. Apesar do resultado positivo recente, o saldo acumulado no ano representa o pior patamar desde 2020.

Entre janeiro e agosto, foram abertas 1,134 milhão de vagas formais. O indicador supera apenas o início da pandemia de Covid-19, período em que houve saldo negativo de 1 milhão de postos.

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Desempenho por setores

Os cinco grandes agrupamentos econômicos mostraram expansão nas contratações. O setor de serviços liderou com 110 mil novos postos, seguido pela construção civil, que adicionou 20,8 mil vagas.

A indústria registrou saldo positivo de 16,6 mil e o comércio avançou 16,5 mil. A agropecuária cresceu em cerca de 1.400 postos, impulsionada pelo cultivo de cana-de-açúcar, laranja e melão.

O ministro interino do Trabalho, Francisco Macena, destacou a recuperação do comércio varejista e o avanço da construção civil, mencionando salários de entrada mais elevados neste último setor.

Análise regional e impacto das bets

Quatro estados apresentaram resultados negativos em agosto: Espírito Santo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Rondônia. As maiores altas percentuais ocorreram na Paraíba, Amapá e Rio Grande do Norte.

Para o governo, medidas recentes relacionadas às apostas online, conhecidas como bets, podem influenciar o consumo. A expectativa é que recursos antes direcionados a esses jogos retornem ao comércio tradicional, beneficiando o mercado de trabalho.

FONTE/CRÉDITOS: Fernando Henrique - Estágio DM