O Ministério das Relações Exteriores do Brasil negou a concessão de visto a dois diplomatas do Departamento de Estado norte-americano que pretendiam se reunir com autoridades para discutir a segurança das urnas eletrônicas e a liberdade de expressão. A decisão de barrar os oficiais Riley Barnes e Samuel Samson ocorreu na última sexta-feira (24) e foi confirmada pelo governo brasileiro neste sábado (25).

Instrumentalização política no processo eleitoral

A solicitação para a vinda dos servidores gerou alerta no Itamaraty por ter sido apresentada logo após um encontro entre políticos brasileiros e representantes diplomáticos estrangeiros. O Poder Executivo interpretou a iniciativa como uma tentativa de instrumentalização política em pleno período pré-eleitoral do pleito de outubro, optando pela rejeição imediata do pedido.

O contexto de tensão envolve declarações recentes do pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL). Em reunião com diplomatas realizada em Brasília, o parlamentar divulgou alegações sem provas afirmando que os aparelhos de votação do país seriam fornecidos pela empresa venezuelana Smartmatic.

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Posicionamento oficial da Justiça Eleitoral

Em resposta às acusações, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu publicamente as alegações. A corte informou que a empresa Smartmatic jamais forneceu equipamentos ou programas computacionais para o sistema de votação do Brasil.

Segundo o órgão, o projeto das urnas é inteiramente desenvolvido por servidores e técnicos da própria Justiça Eleitoral. Além disso, a fabricação dos dispositivos ocorre sob rigorosa supervisão do TSE, mediante empresas contratadas por licitação pública, garantindo total transparência ao processo.

FONTE/CRÉDITOS: Ana Cristina Campos - Repórter da Agência Brasil