O pré-candidato à Presidência e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), reagiu neste sábado (11/7) à divulgação de uma carta escrita por Jair Bolsonaro (PL), na qual o ex-presidente manifesta apoio à pré-candidatura de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Caiado ironizou a iniciativa, questionando a natureza da liderança política.

Na carta, Jair Bolsonaro se apresenta como porta-voz e pede que apoiadores superem divergências em favor da candidatura do filho. No entanto, Caiado argumentou que o eleitorado brasileiro busca um líder autônomo, que não necessite de aprovação constante de terceiros para tomar decisões cruciais.

Liderança autônoma em debate

“O eleitor não quer um presidente que precise de aval constante de outra liderança; quer alguém capaz de conduzir o país por conta própria”, declarou Caiado, enfatizando a importância da autonomia presidencial.

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Ele exemplificou a necessidade de decisão imediata em crises internacionais, como as que envolvem países vizinhos. “Nesse momento, ninguém pode ter dúvida sobre quem manda, muito menos imaginar que o presidente precisa primeiro ouvir alguém antes de agir”, acrescentou.

Caiado ressaltou que a capacidade de liderança deve ser demonstrada, não herdada. “Em uma eleição presidencial, liderança não se herda, se demonstra”, concluiu, em publicação na rede social X.

Carta de Bolsonaro e contexto político

A carta de Bolsonaro foi lida por Flávio Bolsonaro em uma transmissão ao vivo, após uma visita ao pai, que cumpre prisão domiciliar. O ex-presidente descreveu o filho como “a melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento”.

A manifestação ocorre em um momento de tensões públicas entre Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O ex-presidente expressou confiança em Flávio para “resgatar o Brasil” e conduzi-lo à “paz e prosperidade”.

FONTE/CRÉDITOS: Alice Groth