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Sete candidatos ao Governo do Distrito Federal acionaram a Justiça nesta terça-feira para exigir uma investigação do MPDFT sobre supostos repasses irregulares de R$ 1,4 milhão. O valor teria sido transferido por uma empresa contratada pelo GDF para uma firma pertencente ao marido e à filha da governadora Celina Leão (PP).

A representação foi protocolada pessoalmente junto ao procurador-geral de Justiça do DF, Georges Seigneur. O grupo é composto pelos postulantes Paula Belmonte (PSDB), Francisco Caputo (Novo), José Roberto Arruda (PSD), Leandro Grass (PT), Ricardo Cappelli (PSB), Elisson Ferreira (Agir) e Rico Pinheiro (PRTB).

A iniciativa baseia-se em reportagem do jornal O Globo, que revelou pagamentos da Real JG Facilities à Faceng Engenharia. O montante de R$ 1,4 milhão teria sido quitado em 14 parcelas mensais consecutivas de R$ 100 mil, emitidas entre maio de 2025 e junho de 2026.

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Ainda de acordo com a denúncia, em julho de 2026 foi registrado um repasse extra de mesma quantia via nota fiscal para a 3J Facilities, empresa ligada à prestadora de serviços contratada pelo governo distrital.

Na peça enviada ao órgão, os opositores afirmam que os fatos sugerem conflito de interesses e possível benefício indireto à família da chefe do Executivo. O grupo ressalta não cravou a ocorrência de crime, mas pede a oitiva dos citados e a apuração de eventuais atos de improbidade administrativa.

Reação da governadora e posicionamento dos concorrentes

Durante compromisso oficial, Celina Leão rebatia as acusações e apelidou os adversários de “Bonde do Arruda”. A candidata à reeleição declarou que a união entre o grupo e o PT representa um retrocesso para a política local.

Em contrapartida, os candidatos afirmaram que a ação é suprapartidária e visa garantir a transparência do uso do dinheiro público. Nomes como Paula Belmonte, Ricardo Cappelli, Kiko Caputo, Arruda e Leandro Grass reforçaram a necessidade de esclarecer a regularidade dos contratos firmados pela gestão.

FONTE/CRÉDITOS: Samara Schwingel