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Um ex-funcionário da cidade de Nanjing, na China, foi sentenciado à morte nesta segunda-feira (6/7) por um tribunal no leste do país, após ser considerado culpado de receber mais de 2,2 bilhões de yuans (equivalente a R$ 1,6 bilhão) em subornos. A condenação encerra um longo período de corrupção que se estendeu por três décadas.
Identificado como Yang Youlin, de 69 anos, o réu foi responsabilizado por peculato, abuso de poder e lavagem de dinheiro. A mídia estatal chinesa reportou que Yang confessou os crimes e expressou remorso em sua declaração final, marcando uma das punições mais severas aplicadas nos últimos anos para delitos de tal natureza na China.
Conforme apurado pelo tribunal, Yang Youlin orquestrou a manipulação de contratos de engenharia, operações comerciais e transferências de terras, além de receitas financeiras, em troca de vultosos subornos.
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O Tribunal Popular Intermediário da cidade de Changzhou, em Jiangsu, decretou a cassação vitalícia dos direitos políticos de Yang Youlin. Além disso, todos os seus bens serão confiscados, visando a recuperação dos valores provenientes da corrupção.
A investigação contra Yang Youlin integra a ampla campanha anticorrupção promovida pelo presidente Xi Jinping. Recentemente, em maio, outros dois ex-ministros da Defesa da China, Wei Fenghe e Li Shangfu, também receberam condenações à morte por corrupção, embora com a possibilidade de suspensão condicional da pena, que pode ser convertida em prisão perpétua caso não haja reincidência durante o período de suspensão.
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