A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) e o ministro Guilherme Boulos (PSOL-SP) protagonizaram um embate político nesta segunda-feira (6/7) após questionamentos sobre a produção legislativa na Câmara dos Deputados. A parlamentar comparou o volume de leis aprovadas em seu mandato com o desempenho de Boulos e outros deputados federais expressivos.

Em resposta às críticas, Boulos classificou a comparação feita por Tabata como “lamentável”. O ministro defendeu seu legado parlamentar e afirmou ter orgulho das propostas que conseguiu converter em legislação vigente durante sua passagem pelo Congresso Nacional.

A controvérsia teve início após a deputada publicar um vídeo em suas redes sociais confrontando sua produtividade com a de cinco dos parlamentares mais votados no pleito de 2022. O levantamento de Tabata focou exclusivamente em projetos que se tornaram lei e nos quais os deputados atuaram como autores ou relatores.

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De acordo com os dados apresentados, a congressista teria aprovado mais projetos do que a soma dos resultados de Guilherme Boulos, Nikolas Ferreira (PL-MG), Ricardo Salles (Novo-SP), Carla Zambelli (PL-SP) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

No conteúdo divulgado, Tabata argumentou que figuras políticas com votações recordes entregam resultados legislativos insuficientes. Ela afirmou que milhões de eleitores depositam confiança e recebem pouco retorno efetivo em termos de leis aprovadas.

O levantamento detalha que Boulos teve cinco leis sancionadas em seu primeiro mandato. Já Nikolas Ferreira contabilizou três; Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro registraram cinco cada, em dois e três mandatos respectivamente, enquanto Ricardo Salles não teve projetos convertidos em lei.

Reação de Boulos e críticas ao histórico

Guilherme Boulos utilizou suas redes sociais para contestar os critérios da deputada, criticando sua inclusão em uma lista ao lado de parlamentares de direita. Ele defendeu que a atuação de um deputado não pode ser reduzida a métricas quantitativas de aprovação.

O ministro destacou a importância da Lei das Cozinhas Solidárias, projeto de sua autoria que visa combater a insegurança alimentar no Brasil. Para ele, essa iniciativa foi fundamental para auxiliar o país a sair do Mapa da Fome.

Na tréplica, Boulos questionou a trajetória de votações de Tabata Amaral, mencionando episódios polêmicos. Ele afirmou que sentiria vergonha caso tivesse apoiado a Reforma da Previdência durante a gestão de Jair Bolsonaro.

A crítica refere-se ao voto favorável da deputada à reestruturação previdenciária e também a uma proposta de sua autoria que equipara certas críticas a Israel ao crime de racismo, quando caracterizadas como antissemitismo.

Boulos encerrou o posicionamento reiterando que a comparação é inadequada e reafirmou seu compromisso com pautas voltadas à redução das desigualdades sociais e ao combate à fome no território nacional.

FONTE/CRÉDITOS: Manuela de Moura