A Copa do Mundo atingiu uma marca histórica negativa para as potências tradicionais após a eliminação da Seleção Brasileira diante da Noruega, resultando em um cenário inédito onde nem o Brasil, nem a Alemanha e nem a Itália figuram entre os classificados para as quartas de final. O fato ocorre pela primeira vez em toda a trajetória do torneio da FIFA, redesenhando o equilíbrio de forças no cenário global.

O trio de gigantes detém a hegemonia absoluta de troféus, somando 13 títulos mundiais: Brasil (5), Itália (4) e Alemanha (4). Além disso, todas as três nações ergueram a taça neste século, com os brasileiros vencendo em 2002, os italianos em 2006 e os alemães em 2014.

Nesta edição, o percurso das favoritas foi interrompido precocemente. Enquanto o Brasil foi superado pelos noruegueses nas oitavas de final, a Alemanha acabou derrotada pelo Paraguai na disputa por pênaltis. Já a Itália sequer conseguiu garantir sua vaga para a fase final da competição.

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O declínio das potências históricas

A Azzurra, inclusive, enfrenta a crise mais profunda, já que a equipe não participa de um Mundial desde 2014. De lá para cá, a Itália acumulou decepções consecutivas em repescagens continentais, sendo eliminada por Suécia, Macedônia do Norte e, mais recentemente, pela Bósnia Herzegovina.

Para o Brasil, o revés contra a Noruega marca a primeira ausência nas quartas de final desde a Copa de 1990. Com esse resultado, a equipe canarinho iniciará o próximo ciclo enfrentando o maior período de seca de títulos de sua história.

Por outro lado, a Alemanha apresentou uma leve evolução estatística, apesar da queda. Após ser eliminada ainda na fase de grupos em 2018 e 2022, a equipe tetracampeã conseguiu ao menos avançar para o mata-mata nesta edição, antes de ser barrada pelos paraguaios.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Machado